Qualquercoisabilidade

Quando a web surgiu neologismos de profissional “web-isso”, ou “web-aquilo” eram aceitáveis, pela novidade ou ineditismo da profissão. Hoje não dá mais para engolir calado o profissional que se entitula “websounder” ou “webprogrammer” ou que faz “websom” ou “webprogramação”.

Na área de ergonomia aplicada à internet, HCI - interação humano-computador ou usabilidade, temos novos termos como leiturabilidade para fazer trio com os conceitos “antigos” de legibilidade e visibilidade (de texto, p.ex.); temos encontrabilidade para explicar a capacidade de encontrar informação, e muitos outros termos que acabam não rimando com facilidade ou não sendo traduzidos de imediato (o caso da learnability, ou aprendibilidade).

Onde isso tudo vai parar?

Sugiro criar termos compostos como “habilidade/facilidade em localizar” em vez de encontrabilidade; sugiro “facilidade do aprender” em vez de aprendibilidade. Ou um termo que sirva para qualquer conceito como:
usabilidade para facilitar:
- o aprendendizado
- a localização
- a leitura, etc.

O que acaba denegrindo a atividade é colocar “abilidade” no final de qualquer palavra ou conceito. Acho que podemos pular esse estágio uns seis meses e encontrar logo um equilíbrio, já que a situação não é mais tão nova assim.

Agora em eras de web2.0 estou pronto para proclamar a chegada da web10.0, me adiantando em pelo menos um ano da uma multidão que já está parindo a web3.0. Os teóricos já conceituaram que a web 3.0 é a popularização da 2.0, e portanto a 4.0 será o surgimento de novas tecnologias que não se popularizaram ainda, refazendo o ciclo a não ser que algum fato - ou conceito - novo seja criado até lá.

De minha parte, contribuo com a “resumibilidade” da questão, dizendo que, mais que tecnologia, vale o conceito por trás dela, o projeto, o design. Conceitos independem da evolução da técnica ou da sociedade; como diria Luli Radfahrer a técnica muda, os conceitos são eternos.

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Comentários

Coisa de ser humano limitado. Como não tem intelecto para aprofundar os conhecimentos em algo que já existe e pode ser melhorado, inventam nomes novos para idéias antigas, tentando justificar-se como intelectuais. Em todas as áreas do conhecimento vemos isso, mas na complexidade da informática é muito mais fácil sugirem os “pseudo-intelectuais”.

Vide jornalistas “especializados”!

O grande problema é quando nosso cliente “compra” essas idéias se achando “na modernidade”. Pode acabar atrapalhando um trabalho bem feito…

Quase que reforçando o que discuto aqui, descobrí um novo neologismo que deve demorar a chegar por estas terras: conteudoeditabilidade (contenteditable), em http://weblogs.mozillazine.org/hyatt/archives/2004_07.html#005928 . Uma matéria sobre a implementação da tag CANVAS dentro do SVG (padrão para desenho vetorial e animação livres/aberto para web)…

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