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sábado, 13 de março de 2010   (Todos os horários em UTC)
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Instalando uma rede WiFi

Por Luferat em 21/02/2009 às 12:13.

Em outro artigo, vimos que o custo de implantação de pequenas redes sem fio vem reduzindo bastante, tornando esse tipo de conexão bem atrativo. Neste segunda parte, vamos ver na prática que instalar uma rede sem fio é ainda mais simples do que a maioria pensa e mesmo usuários com pouca experiência podem fazer o serviço, já que uma das partes mais complicadas, os cabos, simplesmente não existem.

Instalando o Access Point

A primeira etapa é instalar o Access Point no PC para a primeira configuração. Fiz uma seqüência de fotos que ajudará os menos experientes nessa tarefa que, por sinal, é bastante simples.

A rede de testes é composta de uma pequena rede cabeada já existente, que será expandida com pela rede sem fio. Como tudo já opera com DHCP (Ip dinâmico), o único trabalho será configurar os dispositivos e a rede se auto-ajustará.

O sistema usado é o Windows XP, que já tem um bom cliente wireless que facilita bastante as coisas.

Veja o esquema da rede de exemplo abaixo:


Esquema da rede de testes. A parte cabeada já existe.

Primeiro vamos configurar o Access Point. Como indiquei na primeira parte, o AP usado é um Encore 802.11b. O mais baratinho que consegui encontrar aqui no Rio e que se conecta a no máximo 11 Mbps. Ele deve ser conectado à uma porta USB de qualquer micro para ser configurado. Depois, essa ligação pode ser desfeita, ou seja, apenas o cabo de rede que vai ao HUB/Switch e o de força deverão continuar conectados ao Access Point, durante o uso normal.

Insira o CD-ROM que veio com o PA e, após a conexão, ele é detectado e instalado pelo assistente do Windows.

Com o hardware instalado, devemos instalar o software de configuração que está no CD-ROM. Para isso, navegue pelo CD e execute o arquivo “autorun.exe” para que a tela abaixo abra.

Clique em “Install Software” e siga os passos tradicionais de instalação, como em qualquer programa. O negócio é rápido e sem a necessidade de configurar nada.

Agora, acesse o programa do AP que está disponível em: Iniciar » Programas » 802.11 Wireless LAN » Access Point Utility » AP Utility. Uma janela solicitando senha será aberta, conforme a figura abaixo:

A senha padrão é public e você pode aproveitar esta tela para mudá-la para algo mais seguro. Basta clicar no botão Change para permitir a troca da senha.

Cuidado! Por segurança, nunca deixe o AP configurado com a senha padrão e anote a nova senha em local seguro e acessível. Caso esqueça a senha, não será possível re-configurar o AP e você ficará sem acesso à ele.

Clicando em Ok, a janela de configuração (AP Utility) se abrirá conforme a imagem abaixo:


Janela de configuração do Access Point

Configurando o AP

A configuração é bastante simples. Para os testes iniciais, vamos criar uma rede básica, sem sistemas de segurança. Mas lembre-se, isso é só para testes. Na prática, a rede deve ter pelo menos o WEP configurado.

Na aba Wireless do AP Utility fazemos as configurações básicas. Descrevendo os campos, temos:

  • Access Point Name: O nome do Access Point na rede. Pode ser qualquer um.
  • Wireless ESSID: O nome da sua rede sem fio. Também pode ser qualquer nome.
  • Operational Rate Set: Aqui configuramos a velocidade da conexão. Deixe em Auto.
  • Wireless Channel: Este é o canal de operação do AP. Se existem outros APs nas proximidades, é conveniente escolher um canal diferente. Este canal será o mesmo usado pelas placas de rede ligadas a este AP.
  • Operational Mode: Define qual a função deste AP na rede. Deixe como Access Point.

Abaixo está a nova configuração que fiz para os testes:

  • Access Point Name: CATABITS_AP
  • Wireless ESSID: CATABITS
  • Operational Rate Set: Auto
  • Wireless Channel: Channel 6
  • Operational Mode: Access Point

Agora, vá até a guia IP Config para configurar o acesso à rede cabeada. Descrevendo os campos, temos:

  • IP Address: Aqui entra o IP do Access Point na rede. Deve ser um IP livre;
  • Subnet Mask: Aqui entra a máscara de sub-rede, relativa ao IP acima;
  • Gateway: Este é o IP do computador que acessa a Internet na rede;
  • DHCP Client: Se sua rede tem um servidor DHCP, o AP pode pegar as configurações acima automaticamente, basta selecionar Enable neste campo;
  • Primary Port: Aqui escolhemos onde o AP deve procurar pelo DHCP primeiro, pela porta de rede ou pela rede sem fio.

Essas configurações podem variar um pouco, de acordo com a rede existente. Mas não tem nada aqui que alguém com poucos conhecimentos de redes Windows não possa configurar.

Na rede de testes estou usando uma conexão ADSL que entra por um modem que está configurado como Router e já fornece IPs dinamicamente para a rede. Abaixo está a configuração para a rede de testes.

  • IP Address: Desabilitado
  • Subnet Mask: Desabilitado
  • Gateway: Desabilitado
  • DHCP Client: Enable
  • Primary Port: Ethernet

Como visto, o uso do DHCP facilita bastante as coisas e acelera o processo. Na falta deste, um exemplo de configuração poderia ser:

  • IP Address: 192.168.1.10 (IP livre)
  • Subnet Mask: 255.255.255.0 (mesma máscara usada em toda a rede)
  • Gateway: 192.168.1.1 (IP do modem/router ADSL)
  • DHCP Client: Disable (DHCP desabilitado)
  • Primary Port: Ethernet

Como pode ser visto, o IP da rede de teste é 192.168.1.0/24. Caso o IP da rede seja diferente, os valores mudarão.

Nosso AP já está com uma configuração básica, suficiente para confirmar sue funcionamento e testar as placas de rede.

As placas de rede

Para instalar a placa de rede sem fio, precisamos abrir o micro que a receberá e localizar um slot PCI vazio. Nada muito complicado. Mais uma vez, os menos experientes podem consultar uma seqüência de fotos.

Ligue o computador e coloque o CD-ROM que veio com a placa. Se você usa Windows XP, não é necessário instalar os aplicativos deste CD-ROM, só o driver da placa será necessário. Como cada placa pode ter um procedimento diferente, não vou detalhar isso, mas o Assintente de Instalação de Hardware do Windows dá conta do recado na maioria dos casos.

Como disse, para o Windows XP, não é necessário instalar o cliente para redes WiFi que acompanha a placa pois o XP já tem um cliente residente e que, por sinal, é melhor do que os que vem com as plaquinhas mais baratas.

Logo após instalar a placa o Windows já reclama da presença de uma rede sem fio se o AP estiver ligado nas proximidades.


Rede sem fio detectada pelo Windows XP

Clique com o botão direito do mouse no ícone da rede e selecione “Exibir redes sem fio disponíveis” e veremos nossa rede ativa. É provável que outras redes próximas sejam exibidas também.


Nova rede sem fio detectada.

Caso sua rede não seja listada ou nenhuma rede seja detectada, volte e refaça os procedimentos no AP e na instalação da placa de rede.

Se tudo está certo, clique na sua rede e depois no botão “Conectar” na parte de baixo da janela.

Como nossa rede está sem sistema de segurança pois estamos só testando, o Windows vai reclamar que você está se conectando a uma rede insegura. Clique em “Conectar assim mesmo” para finalizar os testes.


O Windows XP reclama quando a rede é insegura.

A indicação “Conectado” aparecerá no status da sua rede, indicando que você já pode usá-la da mesma forma que a uma rede com cabos.


Status da rede Conectado.

Você pode configurar o Windows para que, toda vez que for iniciado, se conecte à uma rede preferencial, de forma que não é necessário se conectar manualmente sempre que reiniciar o micro. Isso também é útil no caso de notebooks. Os passos são:

  1. Dê um duplo-clique no ícone da rede sem fio ao lado do relógio;
  2. Clique no botão “Propriedades”;
  3. Selecione a aba “Redes em fio”;
  4. Em “Redes preferenciais”, “Mova para cima” a sua rede sem fio.


Janela de status da rede sem fio.

Pronto. Toda vez que o Windows iniciar, ele avisará se sua rede sem fio está disponível. Veja abaixo:


Windows encontrou sua rede preferencial e conectou-se.

Agora, já temos uma rede sem fio operacional! Quem tem notebook ganha uma maior mobilidade, já que num precisará de fios para conectar-se a sua rede, bastando ter um adaptador 802.11 instalado. Imagina poder passear pela casa toda ou pelo escritório, acessando a Internet e ouvindo sua rádio on-line favorita, sem a necessidade de fios. :)

Claro que não montamos uma rede de alta performance, mas que se sai bem em aplicações clássicas como acessar a Internet. Afinal, o objetivo é montar uma rede WiFi barata.

Talvez na próxima eu mostre como implementar um nível mínimo de segurança na rede WiFi, de forma a utilizá-la no dia-a-dia com segurança.

Até a próxima e não deixe de comentar para tirar dúvidas e dar sugestões…

Wireless acessível

Por Luferat em 21/02/2009 às 11:49.

Wireless acessível

É uma tendência mundial! O crescimento e a expansão das redes sem fio vem comprovar sua utilidade e facilidade de instalação. Mas as redes sem fio ainda são um mito para muitos usuários, técnicos iniciantes e até mesmo para alguns mais experientes.

O principal obstáculo é o custo de implantação do wireless frente às redes cabeadas. Porém, com a evolução das tecnologias wireless e a concorrência entre alguns fabricantes, principalmente de marcas mais populares, os equipamentos baseados em padrões mais antigos caíram bastante de preço, tornando as redes sem fio acessíveis e de fácil implementação.

Mesmo ultrapassadas em relação às novidades do mercado, esses equipamentos podem atender as necessidades de pequenas e até mesmo médias redes, principalmente, incrementando e agregando serviços a redes cabeadas já existentes. Já podemos adquirir em alguns lugares, placas de rede sem fio mais simples por menos de 150 reais e Access Point (ponto de acesso) por menos de 250 reais. Leia mais »

Bridging

Por Luferat em 21/02/2009 às 10:41.

Bridging é um processo realizado pela camada 2 (Enlace de dados) do modelo OSI, para otimizar o tráfego de quadros entre os hosts, diminuindo os “domínios de colisão”.O processo é realizado por um computador ou por equipamentos de conectividade como bridges (pontes) e switchs (chaveadores). Alguns roteadores também são capazes de realizar bridging.

Domínios de colisão

Um domínio de colisão abrange a parte da rede cujo quadros (pacotes de rede local) gerados pelas estações conectadas a ela estão propensos a causar colisão.


Domínio de colisão. Todas as estações podem causar colisões no meio.

Sabemos que as colisões, dentro de um certo limite, são toleradas e até necessárias nas redes Ethernet. Porém, a medida que a quantidade de estações na rede aumenta, a quantidade de colisões também cresce mas, em escala muito maior. Por isso, não é recomendado, ter domínios de colisão com mais de 20 estações.

Para solucionar esse problema é que os bridges foram criados. Sua principal função é dividir um grande domínio de colisão em “sub-domínios de colisão”, menores, mais rápidos, eficientes e fáceis de administrar.

Abaixo vemos um diagrama, onde transformamos um grande domínio de colisão em dois domínios menores.

Essa capacidade do bridge reside no fato dele possuir uma “Tabela de endereços MAC” para cada uma de suas portas. Cada tabela contém o endereço MAC de todas as estações conectadas naquela porta. Assim, o bridge só deixa passar para o outro lado, os quadros cujo endereço MAC de destino constem na tabela da outra porta.

O MAC – Media Access Control ou Controle de Acesso ao Meio – é um endereço físico que reside em cada placa de rede que usamos. Cada uma tem seu próprio endereço MAC, dado pelo fabricante ou distribuidor, e que nunca se repete. Não existem duas placas de rede no mundo com o mesmo endereço MAC.


O bridge gera tabelas para cada uma de suas portas

Todo o processo de “aprender” o endereço MAC das estações é automático e executado várias vezes, enquanto o bridge estiver ativado. Cada nova estação conectada na rede, é incluída na tabela, assim que envia o primeiro quadro de dados pela rede.

O processo de bridging porém, tem algumas limitações:

  • Quanto maior o número de estações em conectadas em cada porta, mais tempo levará, após a inicialização da rede, para que o bridge funcione corretamente. Isso porque a tabela de hosts levará mais tempo para ser construída.
  • Um número grande de estações também causa lentidão no bridge já que ele se tornará um gargalo, devido ao tempo que ele levará para identificar o destino do quadro de rede.
  • Outro problema são os quadros de “broadcast” que devem ser difundidos por toda a rede, portanto, devem ser liberados pelo bridge. Se uma estação envia muitos broadcasts, transformará da mesma forma o bridge em um gargalo.

Os bridges estão caindo em desuso, devido a diversos fatores:

  • Causam latências (atrasos nos dados) significantes, principalmente em redes mais rápidas;
  • Só possuem duas portas que interligam duas redes, apesar de existirem bridges com mais portas;
  • O custo dos switchs vem se reduzindo nos últimos anos, e esses são mais eficientes.

O switch

Os primeiros switches eram conhecidos como “Bridges multiportas”, isso porque eles operam de maneira similar ao bridge. Porém o switch tem algumas vantagens que o diferenciam do bridge.

O switch possui várias portas, permitindo interligar diversos segmentos de rede ao mesmo tempo, em um só local, facilitando a administração e manutenção da rede.

Para fazer o chaveamento, não é necessário que o quadro completo tenha sido enviado ao switch. No momento que o endereço de destino é recebido, o switch já faz o chaveamento, encaminhando o restante do quadro. Isso diminui muito as latências dos quadros na rede, permitindo aumentar a velocidade das transferências.


Um switch de uso doméstico.

A grande virtude do switch porém, está no fato de permitir que várias de suas portas se comuniquem ao mesmo tempo. Isso é possível porque cada porta opera de maneira independente, possuindo sua própria tabela de endereços MAC. Quando é necessário, o switch opera como um “guarda de trânsito”, gerenciando o tráfego de quadros entre as diversas portas.


O switch permite que diversas sub-redes “conversem” ao mesmo tempo.

Essa versatilidade, tem levado os técnicos e administradores de redes a substituir o hub pelo switch, com vantagens significativas para o tráfego da rede.

Cada um dos segmentos, junto com a respectiva estação e a porta do switch, formam um “Micro domínio de colisão”, onde as colisões praticamente não ocorrem. Além disso, este esquema permite que uma estação transfira dados para a outra, ao mesmo tempo que outras duas fazem o mesmo.

Na verdade, é possível que, em alguns momentos, todas as estações estejam conectadas a outra, ao mesmo tempo. Veja o diagrama abaixo:


Switch como concentrador de estações

No exemplo do diagrama acima, é possível que, S1 “fale” com S4, S2 “fale” com o servidor e S3 “fale” com a impressora, tudo no mesmo instante de tempo e sem queda de performance de qualquer tipo.

Porém, é sempre recomendado obedecer o limite máximo de 30 ou 40 estações conectadas ao switch ao mesmo tempo.

Micros como bridges

Há algumas situações em que sai mais econômico transformarmos um computador em um bridge, ao invés de comprar um bridge dedicado.

A configuração é muito fácil, já que praticamente todos os sistemas operacionais de rede atuais como Windows 2000, XP, Server 2003 e todas as versões de Linux suportam nativamente o bridging, bastando ativar o recurso.

Logicamente, precisaremos ter pelo menos duas placas de rede instaladas no computador. Esse esquema também permite a possibilidade de interligar, via bridging, segmentos de rede de tecnologias diferentes como por exemplo, uma rede Ethernet a outra Token Ring (IBM).


Ligando duas redes de tecnologias diferentes.

Uma possibilidade interessante, é usar velhos 386 e 486 nesta função. Existem “pequenos Linux”, que rodam à partir de disquetes como o FreeSCO, que já estão preparados para atuar como bridges e são muito fáceis de configurar.


O FreeSCO transforma velhos 486 em bridges poderosos.

Essa foi mais uma grande dica para os atuais e futuros administradores e técnicos de rede. Não deixe de acessar nosso Fórum CataBits para tirar suas dúvidas. É de graça!

Um pouco sobre o SATA

Por Luferat em 13/02/2009 às 20:12.

Um pouco sobre o SATA Desde o começo de 2003 o padrão Serial ATA (ou SATA) está rolando no mercado. Só que muitos técnicos e principalmente usuários ainda não viram a tal portinha que se prestaria, á princípio, a substituir o ATA paralelo com uma alta performance e baixo custo.


“Imagina que conheço alguns técnicos que nunca ouviram falar nessa tal revolução ou, se já ouviram, não sabem descrevê-la!”

O padrão PATA

O padrão ATA – Advanced Technology Attachment – é um conjunto de normas responsável pela comunicação entre dispositivos de armazenamento IDE – Integrated Device Electronics – e o restante do sistema. O que ele faz é promover uma troca de dados confiável entre sistemas de armazenamento mecânico e principalmente a memória do PC.

Acontece que a comunicação dos dispositivos IDE ocorre de forma paralela. Isso significa o trafego de dados pelo cabo que liga o dispositivo de armazenamento à placa mãe é feito com 16 bits de cada vez (ou 2 bytes).

Barramentos paralelos apresentam um excelente desempenho e boa largura de banda (taxa ou velocidade de transferência muito alta), porém tem uma desvantagem: são altamente susceptíveis a perdas de dados causadas por ruídos e interferências externas e principalmente internas.Veja as imagens:


Comunicação em paralelo: um byte de cada vez

Comunicação em série: um bit de cada vez

O problema é que um bit trafega pelo fio na forma de uma corrente ou impulso elétrico de alta freqüência. Isso gera campos magnéticos intensos o suficiente para serem captados pelos fios adjacentes que transportam os outros bits, modificando-os e gerando erros nos dados transportados. Além disso, esses cabos têm uma baixa imunidade a ruídos gerados dentro do próprio computador.


Bit 1 interfere nos bits 0 adjacentes

Essas características limitam o comprimento do cabo paralelo a pouco mais de 40 centímetros. Os cabos também são chatos, rígidos e difíceis de organizar dentro do gabinete, dificultando até mesmo a ventilação do sistema.

Para aumentar as velocidades e manter o padrão mais um tempo em um mercado cada vez mais faminto por desempenho, um novo cabo foi implementado para as interfaces IDE de 66, 100 e 133 MiB/s.

Esse cabo nada mais é do que um cabo IDE paralelo com o dobro de fios, ou seja, ao invés de 40 temos 80 linhas. Os fios adicionais nada mais são do que terras ligados ao gabinete do micro. Esses fios-terra ficam entre cada um dos bits e têm a função de absorver parte da interferência gerada pelos bits adjacentes, desviando-as para a terra.


Terra desviando as interferências

Cabo IDE de 80 vias:
40 delas são terra

Essa implementação (ou gatilho para os mais íntimos) melhora bastante o desempenho da interface, permitindo saltar de 33 MB/s para algo perto de 133 MB/s de transferência, mas para por aí. Alguns ainda tentaram ir além, chegando a 166 MB/s, mas não funcionou bem.

Resumindo: a tecnologia PATA (Paralell ATA – ATA Paralelo) chegou ao seu limite técnico e algo precisava ser feito.

Finalmente, o SATA

A comunicação serial foi deixada de lado nos primórdios do PC, onde reinava praticamente soberana a boa e lenta porta serial padrão RS232; a famosa portinha do mouse! Os fabricantes desenvolviam barramentos paralelos cada vez mais velozes e eficientes, porém cada vez mais curtos e críticos. Daí surgiu a família AGP, PCI e companhia.

Isso durou até a aparição do famoso e hoje já bastante popular USB – Universal Serial Bus e também das redes de computadores modernas, de alta performance como as Fast Ethernet e Gigabit Ethernet, entre outros padrões.


Cabo e portas USB. Já bastante populares.

Então, só a algum tempo atrás os tecnólogos viram que o futuro da comunicação dos PCs está na comunicação serial, onde apenas um bit é transportado de cada vez. Essa característica permite a implementação de técnicas de proteção desse bit, de forma mais eficiente do que no barramento paralelo, permitindo grandes velocidades e por distâncias bem maiores.

Esse também foi o rumo adotado para as novas interfaces de disco de alta velocidade. O Serial ATA implementa uma comunicação bit a bit com uma velocidade de 1,2 gigabits por segundo, equivalendo a aproximadamente 150 megabytes por segundo. A versão mais recente é capaz de dobrar esta velocidade, chegando a 300 megabytes por segundo, apenas melhorando os protocolos de comunicação e a qualidade dos conectores e cabos.

As possibilidades do SATA não param por aí. Além de flexível, o cabo pode ter até 1 metro de comprimento, permitido uma melhor organização e ventilação do gabinete. O padrão também suporta o “Hotplug”, o que significa dizer que é possível substituir o dispositivo SATA mesmo com o PC ligado, mas isso depende do chip controlador; característica essencial para servidores e estações de alta performance. Essa interface já está disponível em muitas placas mãe modernas e chama-se E-SATA.


Interface de um HD Serial ATA


Conectores PCI-Express
e um PCI tradicional (dir).

Outras interfaces paralelas também já tiveram seus dias contados. É o caso da velha PCI e do AGP que já estão sendo substituídos pela PCI Express. Advinha! O PCI Express é serial.

Ao lado você vê três slots PCI Express. Da esquerda para a direita temos um PCI Express 16X, dois PCI Express 1X e um PCI paralelo tradicional.

Vale também citar a evolução do SCSI, interface para discos usada em servidores. Já está rolando no mercado o SCSI serial, mais conhecido como Serial Attached SCSI ou SAS.

O segredo do sucesso!

São dois os segredos para se conseguir essas altas taxas de transferência: a blindagem que faz o aterramento do cabo e a simetria do bit transferido.


Comparação entre um cabo IDE paralelo, acima e um SATA

A primeira já e bem conhecida, mas só ajuda realmente se o computador estiver corretamente aterrado. Por isso a ajuda de um bom eletricista para fazer a instalação elétrica que receberá o computador é uma boa idéia.ou você corta o pino do meio da tomada?

A segunda foi herdada das redes de computadores e também é usada no USB. Nesse método, dois bits, um oposto ao outro, são enviados ao mesmo tempo por dois fios no mesmo cabo. A interação entre esses dois bits opostos causa um “cancelamento” das interferências de um no outro e cria uma espécie de barreira de alta freqüência que impede que ruídos externos afetem o dado que está sendo transferido pelo cabo.

Veja como funciona na imagem abaixo onde TX corresponde ao transmissor ou remetente e RX ao receptor ou destinatário dos bits:


Dados simétricos sendo transferidos

Além disso, a comunicação ocorre em modo “Full duplex”, ou seja, a troca de dados ocorre em mão dupla e ao mesmo tempo. Para isso, temos duas linhas de comunicação opostas entre o dispositivo e a controladora, o que permite dobrar a banda de um único canal.


Comunicação em Full duplex

Construção do cabo SATA
40 delas são terra

Abaixo temos a aparência do conector e do cabo serial ATA adotado atualmente. No futuro, com o aumento das especificações técnicas, pode ser necessário usar outros tipos de conectores.


Conector SATA na placa mãe

Conectores SATA

Cabo SATA

Após tudo isso, deixo pra vocês uma pergunta: porquê, com mais de um ano de vida, o SATA ainda não se popularizou?

Por enquanto é o que temos, aproveita para discutir o assunto no nosso Fórum CataBits.

Até a próxima…

Criando uma conta “seunome@msn.com”

Por Luferat em 03/10/2007 às 15:06.

Não é lá muito fácil criar uma conta de e-mail “seunome@msn.com”. É que pra criar uma conta assim, curtinha, precisamos ter o “MSN Explorer”, um pseudo-navegador que seria, mas nunca foi o provável substituto do “Internet Explorer”.

Então, sem mais enrolação, vamos ao trabalho…

  1. Baixe o MSN Explorer, de preferência em português, do endereço http://explorer.msn.com.br/install.htm;
  2. Conecte-se à Internet se já não estiver;
  3. Inicie a instalação dando 2 cliques no arquivo baixado;

  4. Na primeira tela interativa, aceite o contrato de licença;

  5. Se um “Alerta de segurança do Windows” abrir, clique em “Desbloquear”;

  6. Na caixa seguinte, “Usar o MSN Explorer”, clique no botão “Sim”;

  7. Na janela “MSN” clique em “Continuar >”;

  8. Aguarde o MSN Explorer se conectar na Internet;

  9. Marque a opção “Criar um novo endereço de e-mail para mim” e clique em “Continuar >”;

  10. Preencha seus dados na tela seguinte e clique em “Continuar >”;

  11. Escolha seu país, seu estado e clique em “Continuar>”;

  12. Preencha mais algumas informações e clique em “Continuar >”;

  13. Leia os termos de uso do MSN, aceite o contrato e clique em “Continuar >”;

  14. Escolha uma senha para sua nova conta, escolha uma “Pergunta Secreta”, responda-a logo abaixo e clique em “Continuar >”;

  15. Este é o momento mais importante e difícil, o de escolher seu nome de usuário. Claro que ele não pode existir ainda, portanto, tenha paciência e criatividade para escolher. Se o nome já existe, ao clicar em “Continuar >” ele emite um aviso logo acima do e-mail e você deve tentar outro. Além disso, após o seu e-mail ser aceito, não há como voltar atrás;

  16. Quando encontrar seu nome e ele for aceito, ao clicar em “Continuar >”, partimos para a tela seguinte: marque “Eu não quero fazer isso agora” e clique em “Continuar >”;

  17. Parabéns, sua nova conta @msn.com está pronta para usar, mas é interessante entrar nela pelo menos na primeira vez pelo próprio MSN Explorer e preencher mais alguns dados cadastrais. Essas informações podem ser preenchidas via hotmal.com também, na primeira vez que você acessar sua conta;

  18. Depois que você confirmar que sua conta foi criada (não se esqueça de fazer isso), pode remover o MSN Explorer pelo “Adicionar e remover programas” do “Painel de controle”.

Acabou! Quem não conseguiu é porque não saber ler, ver figuras ou é muito bizonho(a) ta tudo explicadinho e testadinho aí em cima. Volte e faça novamente ou então vá jogar pingue-pongue no seu velho Atary pois lá é sua praia!

Abraços…

MSN com e-mail do Gmail

Por Luferat em 03/01/2007 às 12:48.

Esse é mais um passo-a-passo solicitado por um de nossos amigos. É coisa fácil de fazer, mas muita gente ainda não consegue usar o MSN Messenger ou o Windows Live Messenger com qualquer conta de e-mail.

É possível usar o MSN Messenger ou o novo Windows Live Messenger e outros serviços da Microsoft cadastrando uma conta de e-mail de outro provedor, ou seja, podemos criar um “Passport” usando um e-mail diferente de “@hotmail.com” ou “@msn.com”. Logicamente não teremos acesso ao webmail do Hotmail, mas teremos o MSN, página da “msn.com” personalizada, criar o Windows Live Space e poderemos até baixar programas beta e cursos do site “Technet.com”.

Para criar seu “Passport” com outro endereço de e-mail, siga os passos abaixo usando o Internet Explorer porque outros navegadores tem problemas para usar sites da Microsoft :-) . Caso você já tenha um “Passport” eu sugiro que você exclua todos os cookies do navegador, ou pelo menos os relacionados aos sites da Microsoft, MSN e Hotmail. Para excluir todos os cookies do Internet Explorer, siga os passos:

  1. Clique em “Ferramentas” e então clique em “Opções da Internet”;
  2. Na guia “Geral”, em “Histórico de navegação”, clique em “Excluir”;
  3. Clique em “Excluir cookies”;
  4. Quando for solicitado que você confirme que deseja excluir todos os cookies, clique em “Sim”;
  5. Clique em “Fechar” e, em seguida, clique em “OK”.

Se já usa o MSN Messenger ou o Windows Live Massenger também é interessante salvar sua lista de contatos e fechá-lo completamente. Não adianta fechar a janela do Messenger pois ele continua ativo ao lado do relógio, é necessário encerrá-lo.

Para salvar seus contatos e fechar completamente, siga esses passos:

  1. Entre no Messenger com sua conta atual;
  2. Clique no botão de “Ferramentas” e então clique em “Contatos” (Imagem 1);
  3. Clique em “Salvar Contatos de Mensagens Instantâneas”;
  4. Escolha o local onde deseja salvar o arquivo e clique em “Salvar”;
  5. Clique em “Ok” para fechar o aviso de salvamento;


    Imagem 1: Salvando sua lista de contatos atual

  6. Para encerrar o Messenger, clique com o botão direito do mouse no ícone do mesmo ao lado do relógio;
  7. Clique em “Fechar” para encerra-lo completamente (Imagem 2);


Imagem 2: Encerrando o Messenger completamente

Agora vamos aos passos para criar seu “Passport” MSN com outro e-mail:

  1. Acesse “https://login.live.com/”;
  2. Clique em “Inscrever-se para obter uma conta”;
  3. Marque “Sim, usar meu endereço de e-mail” e clique em “Continuar”;
  4. Em “Endereço de e-mail:” coloque o endereço de e-mail que você vai usar no Messenger. Deve ser um endereço válido;
  5. Crie uma senha para esse cadastro. Não precisa (e não deve) ser a mesma senha que você usa para ler os e-mails;
  6. Preencha o resto do cadastro com atenção e clique em “Continuar”;
  7. Em “Reveja e assine os Contratos” onde aparece seu e-mail, repita-o no campo ao lado e clique em “Concordo”;
  8. Em “Você criou suas credenciais” clique em “Continuar”;

Em sua conta de e-mail chegarão várias mensagens confirmando o cadastro, e entre elas uma onde você deve clicar no link para confirmar seu e-mail. Sem essa confirmação, sua conta deixará de funcionar em alguns dias.

Agora você tem um “Passport” da Microsoft com seu e-mail.

Para usar o Messenger com a nova conta, inicie o Messenger e preencha os campos com os dados, usuário e senha, que você cadastrou na criação do “Passport”. Na primeira vez que você entrar pode ser necessário confirmar o endereço de e-mail novamente. Basta clicar no aviso que aparece perto do relógio do Windows ao abrir o Messenger.

Não se esqueça de recuperar sua lista de contatos. Para isso, siga os passos:

  1. Clique no botão de “Ferramentas” e então clique em “Contatos”;
  2. Clique em “Importar Contatos de Mensagens Instantâneas”;
  3. Escolha o local onde salvou o arquivo anteriormente e clique em “Abrir”;
  4. Clique em “Sim” para confirmar a importação da lista de contatos;
  5. Leia e clique em “Ok” para fechar o aviso de importação.

Como você não leu, eu vou avisar. “Pode demorar algum tempo até que todos os seus contatos sejam listados!” Não seja apressadinho!

Pronto! Agora você pode usar o Messenger e outros serviços da MSN sem problemas.

Quem tiver mais dicas, sugestões de artigos, contribuições, elogios, críticas ou achou algum erro, nosso fórum está à disponsição…

Códigos http

Por Luferat em 25/03/2004 às 23:24.

Esses são os códigos retornados pelos servidores Web quando solicitamos uma página, ou outro tipo de arquivo. Tais códigos são úteis para administradores de redes que precisam diagnosticar eventuais falhas em servidores desse tipo.

200 – Requisições bem sucedidas

Cód. Mensagem original Tradução
200 OK Bem sucedido
201 Created Criado
202 Accepted Aceito
203 Non-Authorative Information Informação não autorativa
204 No Content Sem conteúdo
205 Reset Content Conteúdo reiniciado
206 Partial Content Conteúdo parcial

300 – Requisição de Cliente redirecionada

Cód. Mensagem original Tradução
300 Multiple Choices Escolhas múltiplas
301 Moved Permanently Permanentemente mudado
302 Moved Temporarily Temporariamente mudado
303 See Other Veja outras
304 Not Modified Não modificado
305 Use Proxy Usando proxy

400 – Erros de Requisições de Cliente

Cód. Mensagem original Tradução
400 Bad Request Requisição ruim
401 Authorization Required Requer autorização
402 Payment Required Requer pagamento
403 Forbidden Proibido
404 Not Found Não encontrado
405 Method Not Allowed Método não permitido
406 Proxy Authentication Required Requer autenticação no proxy
407 Not Acceptable (encoding) Codificação não aceita
408 Request Timed Out Tempo de requisição esgotado
409 Conflicting Request Requisição conflitante
410 Gone Acabou
411 Content Length Required Requer comprimento do conteúdo
412 Precondition Failed Falha na precondição
413 Request Entity Too Long Entidade requerida muito longa
414 Request URI Too Long URI requerida muito longa
415 Unsupported Media Type Tipo de mídia não suportado

500 – Erros do Servidor

Cód. Mensagem original Tradução
500 Internal Server Error Erro interno do servidor
501 Not Implemented Não implementado
502 Bad Gateway Gateway com problemas ou incorreto
503 Service Unavailable Serviço não disponível
504 Gateway Timeout Tempo do gateway esgotado
505 HTTP Version Not Supported Versão HTTP não suportada