
Alguns dias atrás um “siri” me perguntou, durante uma aula, sobre como melhorar o sinal da rede sem fio dele. É que ele tem um Velox ligado nela e quer compartilhar clandestinamente com o resto da vizinhança para assim ganhar uma merrequinha.
Apesar de eu falar que isso é ilegal e para ele esperar para fazer isso só quando concluir o curso, já que antes, se ele for preso, teremos um estudante a menos na sala de aula, ele insistiu.
Então, na época eu recomendei um post aqui mesmo do CataBits, dei o endereço “completo” do post e ele afirmou que “ia ver“…
Passado quase um mês, não é que ele me pergunta a mesma coisa? Mas… Eu já não te passei o endereço? Você leu e seguiu as dicas? Tá lá! É só fazer e ganhar sua “merreca” depois…
A resposta me assustou como nunca antes um siri tinha me assustado; e olha que alguns são assustadores: “- É… É que é muita coisa para ler… O senhor escreve muito. Queria que o senhor apenas me falasse como fazer!” :-o
Agora estou preocupado: será que meus leitores não gostam de ler? Nem que seja para ganhar dinheiro? Estou escrevendo tanto assim? Meus posts longos, mesmo técnicos são tão cansativos assim?
Não gosto de escrever posts curtos. Acho que não consigo passar uma informação completa, esclarecedora e relevante em dois ou três parágrafos. Sempre gosto de me fazer entender, até para não surgirem dúvidas “toscas” e para defender meu ponto de vista. Sempre achei que um toturial, por exemplo, é escrito para quem ainda não sabe fazer, daí eu começar “do começo” e dar bastante detalhe. Pelo menos, eu tento escrever da forma que eu gosto de ler, posts relevantes… Tento pensar que meu público leitor, que são meia-dúzia, mas de intelectuais, gostam da forma que escrevo, mas…

Muitos estudantes cometem suicídio ao saber que “Neo” não existe!
Veja bem, não estou reclamando de quem faz posts curtos, pelo contrário; conheço e admiro mestres em passar ideias, conceitos, opiniões e conclusões em poucas linhas fantasticamente. Mas eu não consigo essa proeza. Além disso, também tenho um repositório de ideias curtas, mas que tem menos, muito menos leitores do que este blog.
Olha só! Só para falar de um siri que não gosta de ler, mas gosta de dinheiro, lá se vão 8, 9, 10 parágrafos. Mas acho que me fiz entender… Ou não?
Me ajudem por favor: devo fazer posts longos normais ou resumir ao máximo minhas ideias, mas correndo o risco de cair na irrelevância? E agora José? Talvez fazer um site só de fotos! Ummm!
Ah! No susto do momento, só tive uma resposta para o siri citado: “- Matrix não é realidade! É uma obra de ficção!”





8 comentários para este post
Em 11 de dezembro de 2009 às 23:33.
Seu post discorre sobre um problema comum para a maioria das pessoas que escrevem muito, ou estão em “início de carreira”.
Eu, particularmente costumo ler seus posts e foi através deles, que consegui colocar meu blog e também um site no ar. A riqueza de detalhes com que escreves permitiu que um leigo como eu, aqui do Rio Grande do Sul, viesse a conseguir tamanha façanha.
Eu também costumo escrever bastante, mas me esforço para otimizar o que firmo em textos. Este é um exercício diário muito saudável. E, entrando na questão escrever muito, abaixo menciono texto que expressará melhor o entendimento sobre escrever de forma prolixa e como monitorar ou corrigir isto.
“A prolixidade surge como um fato gerador. Não único, mas pode ser um fato que gera-se de um problema que compromete a escrita. Mas o que vem a ser um texto prolixo?
A tendência deste tipo de produção é abusar da escrita, da prorrogação desnecessária do discurso, é a superabundância de argumentos e de palavras. Isso não é bom, pois o texto fica confuso, monótono, entediante. O escritor não sabe a hora de parar, de pontuar, tampouco consegue organizar as ideias de maneira concisa e clara.
É óbvio que não devemos omitir informações importantes ao leitor, fundamentais para a compreensão do assunto abordado. Mas a falta de objetividade ocasiona repetição de vocábulos e de ideias que, consequentemente, originam o texto prolixo. Não enfatizamos aqui a quantidade, mas sim a qualidade textual! É melhor discursar sobre um ponto específico de determinado tema, do que falar de todos e não concluir nenhuma das argumentações.
Para identificar se um texto está prolixo, procure verificar se há: pequenas orações ou expressões que podem ser retiradas sem qualquer dano ao significado; explicações genéricas; repetição de termos, de mesmo conteúdo ou do pronome relativo que.
Veja alguns exemplos:
a) A vida na Terra poderia ser uma vida mais tranquila, uma vida mais pacífica e sossegada.
Observe a reprodução dispensável da palavra “vida”, bem como das informações (tranquila, pacífica e sossegada têm o mesmo sentido).
Seria melhor escrever: A vida na Terra poderia ser mais tranquila.
b) A importância da Mata Atlântica é inquestionável, precisamos dela para vivermos melhor, para respirarmos melhor, para nos alimentarmos melhor, afinal, ela é um dos pulmões da Terra e, portanto, é fundamental para nossa sobrevivência.
Nossa, quantas informações repetidas: “precisamos dela para vivermos melhor, para respirarmos melhor, para nos alimentarmos melhor” e “ela é um dos pulmões da Terra e, portanto, é fundamental para nossa sobrevivência.” têm o mesmo sentido. Além disso, é redundante dizer “vivermos melhor” junto à “para respirarmos melhor”, pois quem vive, também respira.
Seria melhor escrever: A importância da Mata Atlântica é inquestionável, afinal, ela é um dos pulmões da Terra e, portanto, é fundamental para nossa sobrevivência.
c) Este é o menino que sugeriu que seria melhor que fizéssemos um mutirão que abrangesse todo o
setor, para que todos tivessem a oportunidade de contribuir.
O que não é o único pronome relativo que existe e estabelece coesão a um texto!
Prefira fazer substituições ou excluir o pronome quando possível:
Este é o menino, o qual sugeriu que o mutirão fosse realizado em todo o setor. Pois dessa maneira, todos poderão ter a oportunidade de contribuir.
Texto extraído de: http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/como-evitar-um-texto-prolixo.htm
1/abraço!
JLF
Em 12 de dezembro de 2009 às 13:15.
João, grato pelas dicas. Realmente ajudam bastante. Meu problema é escrever como o Datena e não como o William Bonner apresenta o jornal
Um amigo me deu outra dica bem “prática” para escrever moderadamente: “- … use o Word ou outro editor que exiba o layout de impressão. Se o texto passar da metade da página, somente metade dos interessados não terão preguiça de ler tudo; se passar de 3/4, a coisa começa a complicar muito e se ocupar uma página inteira, somente uma ultra-seleta parte da população terá capacidade mental para ler teu texto.”
E completa: “- E nunca escreva um texto com mais de uma página do Word, pois ninguém vai ler os últimos parágrafos…”
Em 12 de dezembro de 2009 às 14:21.
Tem que “dançar conforme a música”. Se o assunto exige muita informação… digite o que for necessário. Mesmo que o texto fique grande. Você pode fazer como o João citou, e dar uma editada, retirando alguns sinônimos desnecessários etc.
obs: só não vale é mudar seu jeito de escrever por causa de um “siri” preguiçoso, que quer tudo “mastigadinho”.
Em 13 de dezembro de 2009 às 12:49.
Um dia eu conseguirei fazer posts tão “relevantes” quanto este aqui da Globo.com.
Detalhe para a data em que a importante “notícia” foi postada e depois atualizada.
Demais não é?
Em 14 de dezembro de 2009 às 02:43.
Uma coisa é postar simples opiniões pessoais, as quais as postagens são curtas justamente para dar margens à comentários; outra coisa totalmente distinta é dedicar instruções que necessitam ser COMPLETAS para o auxílio dos interessados. Se fosse simples assim, estaria publicando tutoriais com poucos parágrafos em meu blog! &;-D
Em 17 de dezembro de 2009 às 13:08.
André. Você escreve bem demais. mete o malho na hora certa e ajuda pra caramba. eu nunca tive problema de ler e entender seus posts e suas dicas. Sinto_me até feliz de ser um dos intelectuais. hahaha! Continua escrevendo da mesma forma só para nós intelectuais (que onda eim) porque estou cansado de ler textos chatos em outros sites e os seus nunca são. Abração.
Em 17 de dezembro de 2009 às 15:04.
O que vocês acham dos tutoriais na forma de apresentações de slides como neste post?
Ma dêem um feedback
Em 9 de janeiro de 2010 às 16:22.
Acho que o slide-show acaba cumprindo melhor o papel de “dar receita de bolo” do que um post longo. Motivo: estamos numa era audio-visual, onde uma videoaula – ou aula multimidia – é mais condizente com a cultura das pessoas do que um livro por exemplo (olhe bem: cada mídia cumpre seu apel em situações distintas. Estou me referindo a aprendizado mediado por computador, em tarefas realizadas em computador* ).
Ou seja: seu post cumpre o papel de discutir idéias, de modo sucinto, que não caberia um slide-show. O seu Slide-show cumpre o papel de explicar e ensinar o contexto do assunto o assunto. Os comentários agregam informação à discussão. Sçao níveis de informação diferentes, em formatos diferentes
* Como essa discussõa é longa, estendo em outro comentário ou post….
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