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	<title>Comentários sobre: Contexto e conteúdo</title>
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	<description>Tudo sobre a máquina movida à bits. Nos ventos da tecnologia.</description>
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		<title>Por: wallyvianna</title>
		<link>http://www.catabits.com.br/blog/assuntos-gerais/contexto-e-conteudo/comment-page-1#comment-711</link>
		<dc:creator>wallyvianna</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 05:33:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.catabits.com.br/blog/?p=270#comment-711</guid>
		<description>Rapaz, você tocou num assunto que dá OUTRO post!

o sucesso da China, as vagas ociosas de docentes no sistema &quot;S&quot;, TV aberta com programas da Luciana Jumentez, digo, Gimenez, Pânico e BBB... Tudo tem razão de ser.

Agora, o Brasil virar outra China, espero que não - esse modelo de desenvolvimento prefiro deixar passar...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rapaz, você tocou num assunto que dá OUTRO post!</p>
<p>o sucesso da China, as vagas ociosas de docentes no sistema &#8220;S&#8221;, TV aberta com programas da Luciana Jumentez, digo, Gimenez, Pânico e BBB&#8230; Tudo tem razão de ser.</p>
<p>Agora, o Brasil virar outra China, espero que não &#8211; esse modelo de desenvolvimento prefiro deixar passar&#8230;</p>
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		<title>Por: Luferat</title>
		<link>http://www.catabits.com.br/blog/assuntos-gerais/contexto-e-conteudo/comment-page-1#comment-710</link>
		<dc:creator>Luferat</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 02:50:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.catabits.com.br/blog/?p=270#comment-710</guid>
		<description>É a pura realidade wallyvianna! É uma pena mesmo!!!

Acho que é por isso que o sistema &quot;S&quot; está com 75% de vagas ociosas para docentes de hardware e redes, 50% para webdesign, 85% para inglês técnico, 95% para Linux e não há quem seja capaz de suprir essas necessidades.

Em hardware temos um excesso de &quot;trocadores de placa&quot; que se acham grandes profissionais, mas poucos (ou nenhum) passam na parte teórica de uma avaliação que nem é lá grandes coisas assim...

Quem &quot;se ferra&quot; sou eu como coordenador! Hahahahaha!

Tenho que lidar com toda uma geração de jovens reclamando que &quot;- tá difícil arrumar emprego!&quot;, mas fica o dia todo &quot;miguxando&quot; no Orkut, vendo Big Boster ou fazendo lambança na rua!

Mas há espectativas, como diria um velho professor, filósofo, poeta e doido e amigo meu:

&quot;- A China agora é uma super potência econômica por causa da mão de obra desqualificada e semi-escravisada, comandada por uma pequena elite dominante, letrada e esperta porque se aproveitou que os americanos começaram a emburrecer. Quem sabe isso nos dá esperança de o Brasil se tornar uma outra China?&quot;

Abraços...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É a pura realidade wallyvianna! É uma pena mesmo!!!</p>
<p>Acho que é por isso que o sistema &#8220;S&#8221; está com 75% de vagas ociosas para docentes de hardware e redes, 50% para webdesign, 85% para inglês técnico, 95% para Linux e não há quem seja capaz de suprir essas necessidades.</p>
<p>Em hardware temos um excesso de &#8220;trocadores de placa&#8221; que se acham grandes profissionais, mas poucos (ou nenhum) passam na parte teórica de uma avaliação que nem é lá grandes coisas assim&#8230;</p>
<p>Quem &#8220;se ferra&#8221; sou eu como coordenador! Hahahahaha!</p>
<p>Tenho que lidar com toda uma geração de jovens reclamando que &#8220;- tá difícil arrumar emprego!&#8221;, mas fica o dia todo &#8220;miguxando&#8221; no Orkut, vendo Big Boster ou fazendo lambança na rua!</p>
<p>Mas há espectativas, como diria um velho professor, filósofo, poeta e doido e amigo meu:</p>
<p>&#8220;- A China agora é uma super potência econômica por causa da mão de obra desqualificada e semi-escravisada, comandada por uma pequena elite dominante, letrada e esperta porque se aproveitou que os americanos começaram a emburrecer. Quem sabe isso nos dá esperança de o Brasil se tornar uma outra China?&#8221;</p>
<p>Abraços&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: wallyvianna</title>
		<link>http://www.catabits.com.br/blog/assuntos-gerais/contexto-e-conteudo/comment-page-1#comment-709</link>
		<dc:creator>wallyvianna</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 14:14:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.catabits.com.br/blog/?p=270#comment-709</guid>
		<description>Concordo, saber o porquê das coisas, de onde elas vieram e para onde vão é um diferencial no mercado. Mas isso vai contra o interesse das pessoas numa sociedade onde as coisas mudam muito depressa (uma sociedade baseada no consumo, onde tudo tem de ser descartável, até as nossas relaçoes sociais e pessoais [!] para gerar lucro rápido [!!] e contínuo) e onde os meios de comunicação, informação e entretenimento são igualmente rápidos. Estamos numa época onde o &quot;FAST-FOOD&quot; (fazer rápido) se contrapõe ao &quot;SLOW-FOOD&quot; (fazer bem).

As pessoas querem conhecimento igual ao bigmac (rápido e agradável), ou seja, o saber hoje é um tipo de entretenimento, tem de ser rápido como uma vinheta da MTV...

Nesse sentido, o &quot;diferencial&quot; do curso deve ser deixado para o final ou ser ministrado em doses homeopáticas (procuro fazer isso em aulas regulares).
Nas palestras realmente funciona mais deixar a parte histórica para o final, devido ao imediatismo da nova geração (e do mercado de trabalho) que cobra resultados práticos e rápidos. Se esses resultados tem curta duração isso não é mais percebido, pois hoje em dia tudo dura pouco.

A obsolescência programada deu lugar à obsolescência percebida - as coisas são descartadas mesmo funcionando, pois se criou a cultura do &quot;obsoloeto por estar fora de moda&quot; (vide o celular).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo, saber o porquê das coisas, de onde elas vieram e para onde vão é um diferencial no mercado. Mas isso vai contra o interesse das pessoas numa sociedade onde as coisas mudam muito depressa (uma sociedade baseada no consumo, onde tudo tem de ser descartável, até as nossas relaçoes sociais e pessoais [!] para gerar lucro rápido [!!] e contínuo) e onde os meios de comunicação, informação e entretenimento são igualmente rápidos. Estamos numa época onde o &#8220;FAST-FOOD&#8221; (fazer rápido) se contrapõe ao &#8220;SLOW-FOOD&#8221; (fazer bem).</p>
<p>As pessoas querem conhecimento igual ao bigmac (rápido e agradável), ou seja, o saber hoje é um tipo de entretenimento, tem de ser rápido como uma vinheta da MTV&#8230;</p>
<p>Nesse sentido, o &#8220;diferencial&#8221; do curso deve ser deixado para o final ou ser ministrado em doses homeopáticas (procuro fazer isso em aulas regulares).<br />
Nas palestras realmente funciona mais deixar a parte histórica para o final, devido ao imediatismo da nova geração (e do mercado de trabalho) que cobra resultados práticos e rápidos. Se esses resultados tem curta duração isso não é mais percebido, pois hoje em dia tudo dura pouco.</p>
<p>A obsolescência programada deu lugar à obsolescência percebida &#8211; as coisas são descartadas mesmo funcionando, pois se criou a cultura do &#8220;obsoloeto por estar fora de moda&#8221; (vide o celular).</p>
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	<item>
		<title>Por: Luferat</title>
		<link>http://www.catabits.com.br/blog/assuntos-gerais/contexto-e-conteudo/comment-page-1#comment-708</link>
		<dc:creator>Luferat</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 12:06:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.catabits.com.br/blog/?p=270#comment-708</guid>
		<description>Muito bom Wally! Excelente guia para apresentações!

&lt;blockquote&gt;Uma conhecida minha comentando sobre um curso teórico (curto, de 4 aulas) que está fazendo sobre interfaces para web: o curso - curto - começou com a professora discorrendo sobre a história da web, o que aborreceu os participantes, que eram de áreas afins (mídia impressa, design, profissionais liberais) e queriam informações para aplicar em seus projetos.&lt;/blockquote&gt;


Então acho que sou meio do contra :D, pois sou simplesmente vidrado na história e na origem &quot;das coisas&quot;, principalmente da minha profissão.

Sempre achei estranho e até deprimente que um profissional de informática não saiba em que data o primeiro computador foi lançado e na hora de falar de nomes importantes na nossa área só lembra-se de Bill Gates, mas nem mesmo saber o que ele fez!

Um médico ou um fisico, por exemplo, profissionais dos respeitados pela sociedade têm que estudar e conhecer a fundo a história das suas profissões para serem bem colocados e reconhecidos como grandes profissionais.

Já profissionais de informática acabam renegados a um segundo plano, são apenas complementos nas empresas, talvez por não levarem a sério o histórico e a origem das coisas, acabam como profissionais &quot;incompletos&quot; e “desumanizados”. São reconhecidos como &quot;bons&quot; profissionais porque sabem instalar Windows...

Tudo bem que em uma palestra técnica, a coisa não se aplica, mas na minha visão, em um curso, uma formação, a coisa muda de figura. Quanto mais extenso, profissionalizante e aprofundado for o curso, maior a seriedade e obrigatoriedade de demonstrar ao &quot;futuro profissional&quot; o &quot;por que histórico&quot; das coisas. Isso também serve para &quot;humanizar&quot; mais a nossa profissão e o profissional.

Senão, como vemos hoje, acabamos com um mercado cheio de &quot;moderninhos&quot; que não sabem sequer explicar a origem de um sistema operacional ou de uma tecnologia web que seja...

E acho que não sou só eu que penso assim heim? Tenho acompanhado diversos concursos e processos de seleção onde a informática que antes era apenas um complemento, passou a ser eliminatória, servindo como um filtro de profissionais.

Antes era só nas redações, mas agora até as questões abordadas estão, cada vez mais, incluindo tópicos históricos, pois se sabe que poucos candidatos dominam o tema...

Essa talvez esteja sendo, neste momento, uma das falhas no ensino de tecnologia. Os estudantes “só querem prática”, e estamos vendo um mercado cada vez mais saturado de “profissionais medianos” que não conseguem colocação e empresas desesperadas, cheias de vagas ociosas para “especialistas”.

E lá vai mais um exemplo prático: já se perguntaram por que o pessoal “fera” em Linux têm se saído bem no mercado? Pergunte a um deles quem é “Linus Tovalds”, “Richard Stallman” ou “Patrick Volkerding”...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom Wally! Excelente guia para apresentações!</p>
<blockquote><p>Uma conhecida minha comentando sobre um curso teórico (curto, de 4 aulas) que está fazendo sobre interfaces para web: o curso &#8211; curto &#8211; começou com a professora discorrendo sobre a história da web, o que aborreceu os participantes, que eram de áreas afins (mídia impressa, design, profissionais liberais) e queriam informações para aplicar em seus projetos.</p></blockquote>
<p>Então acho que sou meio do contra <img src='http://www.catabits.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> , pois sou simplesmente vidrado na história e na origem &#8220;das coisas&#8221;, principalmente da minha profissão.</p>
<p>Sempre achei estranho e até deprimente que um profissional de informática não saiba em que data o primeiro computador foi lançado e na hora de falar de nomes importantes na nossa área só lembra-se de Bill Gates, mas nem mesmo saber o que ele fez!</p>
<p>Um médico ou um fisico, por exemplo, profissionais dos respeitados pela sociedade têm que estudar e conhecer a fundo a história das suas profissões para serem bem colocados e reconhecidos como grandes profissionais.</p>
<p>Já profissionais de informática acabam renegados a um segundo plano, são apenas complementos nas empresas, talvez por não levarem a sério o histórico e a origem das coisas, acabam como profissionais &#8220;incompletos&#8221; e “desumanizados”. São reconhecidos como &#8220;bons&#8221; profissionais porque sabem instalar Windows&#8230;</p>
<p>Tudo bem que em uma palestra técnica, a coisa não se aplica, mas na minha visão, em um curso, uma formação, a coisa muda de figura. Quanto mais extenso, profissionalizante e aprofundado for o curso, maior a seriedade e obrigatoriedade de demonstrar ao &#8220;futuro profissional&#8221; o &#8220;por que histórico&#8221; das coisas. Isso também serve para &#8220;humanizar&#8221; mais a nossa profissão e o profissional.</p>
<p>Senão, como vemos hoje, acabamos com um mercado cheio de &#8220;moderninhos&#8221; que não sabem sequer explicar a origem de um sistema operacional ou de uma tecnologia web que seja&#8230;</p>
<p>E acho que não sou só eu que penso assim heim? Tenho acompanhado diversos concursos e processos de seleção onde a informática que antes era apenas um complemento, passou a ser eliminatória, servindo como um filtro de profissionais.</p>
<p>Antes era só nas redações, mas agora até as questões abordadas estão, cada vez mais, incluindo tópicos históricos, pois se sabe que poucos candidatos dominam o tema&#8230;</p>
<p>Essa talvez esteja sendo, neste momento, uma das falhas no ensino de tecnologia. Os estudantes “só querem prática”, e estamos vendo um mercado cada vez mais saturado de “profissionais medianos” que não conseguem colocação e empresas desesperadas, cheias de vagas ociosas para “especialistas”.</p>
<p>E lá vai mais um exemplo prático: já se perguntaram por que o pessoal “fera” em Linux têm se saído bem no mercado? Pergunte a um deles quem é “Linus Tovalds”, “Richard Stallman” ou “Patrick Volkerding”&#8230;</p>
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