7 motivos para o sucesso Linux

Muito se fala sobre os motivos que levam o Linux a não ser um sucesso junto ao usuário doméstico, assim como outro S.O. que só conquistou uma elite de usuários de computadores pessoais. A Apple ao vender micros com Windows pré-instalado deu o primeiro sinal do que o Linux poderia fazer para se incorporar ao mercado de usuários “caseiros”:

1. Linux tem de ter interface semelhante – ou tão boa – quanto seus concorrentes. Há Skins que cumprem essa tarefa de dar uma interface parecida, mas isso não é efetivo quando você procura as Propriedades de vídeo e ela não está no mesmo lugar das Propriedades do Windows (que dirá com o mesmo nome).

2. Linux tem de abrir e salvar documentos em formato Windows (e Mac também).

3. Linux tem de ter um navegador de web que seja o clone do Internet Explorer. O usuário não quer readivinhar como se navega na web.

4. Linux tem de ter aplicativos equivalentes mais semelhantes ao MSOffice; bem, o OpenOffice já conseguiu essa façanha de se aproximar a versão 2000, mas com a versão 2007 a tarefa se repete.

5. Fomentar o uso do software através de cursos e palestras sobre Linux e aplicativos Linux nos moldes que citei (Windows-equivalente). Assim como há cursos do pacote Office, ministrar cursos de informática básica para crianças e adolescentes em comunidades carentes, como trabalho voluntário, pode ser um primeiro passo para essa “evangelização”. Outro caminho é fazer palestras que demonstrem cases do uso desses softwares (pouca gente sabe, mas o primeiro filme do Scooby-Doo foi feito com o Gimp).

6. Desenvolvimento de software livre tem de ter guidelines semelhantes ao do software propietário; isso inclui testes de usabilidade sem custos – seja com a própria família, amigos ou colegas desenvolvedores. E tem de poder ser feito à distância, seja gravando o uso do software, seja respondendo questionários on-line que tabulem as informações em tempo real como qualquer enquete on-line.
Essas guidelines iriam por um fim às mensagens de alerta bem humoradas(?) que chamam o usuário de burro e afastam os consumidores do software. O software só seria colocado oficialmente na praça seguindo essas guidelines, a própria comunidade iria regular atitudes indesejadas de desenvolvedores.

7. Não basta fazer softwares isolados, tem de haver suítes de aplicações específicas. Assim como há o equivalente ao MSOffice porque não reunir o equivalente ao Dreamweaver, Flash e Fireworks para web? Pelo amor de deus, nada de reunir o NVU, GIMP e SODIPODI num pacote para nerds, pelo menos até o dia em que eles conversem com o mundo Windows/Mac como se espera (na interface, formatos de arquivo e usabilidade).

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