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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010   (Todos os horários em UTC)
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Mantenha seu relógio em dia

Por Luferat em 16/03/2009 às 23:04.

Mantenha seu relógio em dia

Com a chegada dos novos sistemas operacionais da Microsoft, diversos aplicativos e até jogos que necessitam de um processo especial de ativação, é essencial manter relógio do sistema funcionando bem e sempre atualizado.

A bateria

No PC, o sistema responsável pelo relógio em tempo real (RTC – Real Time Clock) é o BIOS, e para manter o tempo ajustado, mesmo quando o PC está desligado, existe uma pequena bateria instalada na placa mãe. A bateria do C-MOS(1) tem uma vida útil de alguns anos, mas não dura para sempre. Se seu PC vive “perdendo a hora”, atrasando com freqüência ou simplesmente perde toda a configuração do setup, também mantida pela bateria, está na hora de substituí-la.

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Tem uma sintaxe no meio do caminho

Por Wallace Vianna em 22/02/2009 às 20:41.

Como Mestre André bem colocou, o DTD1 do HTML determina como a página web vai ser renderizada pelo navegador, e a declaração do “javascript” determina como a programação vai ser interpretada. Erros ou inconsistências no código gerado pelo software (ou manualmente) acabam afetando como a página vai ser renderizada ou bloqueando funcionalidades desta.

Um fato comum em minhas aulas de web é layout de páginas com  tabelas aninhadas (tabela dentro de outra tabela) não centralizarem verticalmente com código X/HTML.

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Dentro e fora do padrão

Por Luferat em 22/02/2009 às 20:27.

webstandards

Quem desenvolve sites profissionalmente ou mesmo quem faz para uso pessoal mas gosta de se manter atualizado, sempre se depara com problemas de incompatibilidades.

A maioria desses problemas são causados pela falta de padrão entre os navegadores, mas muito podem ser resolvidos simplesmente conhecendo os padrões web e aplicando-os corretamente. Os famosos “Web Stadards” determinam por regras muito rígidas e bem documentadas como devemos escrever documentos para a Internet, usando as sintaxes e parâmetros de forma certa.

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Agendando tarefas

Por Luferat em 21/02/2009 às 15:19.

Agendando tarefas Apesar de muitos usuários de Windows conhecerem o “Agendador de tarefas”, poucos usam o recurso. Agendar a execução de tarefas porém, é fundamental quando falamos de administrar servidores e redes. Nesta matéria, veremos como é fácil executar comandos em dias e horários determinados, usando o sistema Linux em modo texto. Tarefa essencial para administradores, técnicos de rede e usuários avançados.

Apesar do modo texto, o agendamento de tarefas é mais fácil e intuitivo no Linux do que no Windows. Isso porque, quase todos os ajustes se concentram em um único local ou arquivo e cada agendamento ocupa uma linha deste arquivo, facilitando muito a manutenção.

Isso porém não torna os agendamentos no Linux pobres, pelo contrário, pode-se fazer desde uma agendamento para uma data e horário específicos até agendar a execução de tarefas minuto-a-minuto, com muita flexibilidade.

No Linux há um servidor exclusivo para cuidar dos agendamentos. O daemon do CRON é o responsável por controlar esse recurso que está disponível em praticamente todas as distribuições GNU/Linux genéricas.

Para controlar os agendamentos usamos tabelas chamadas “crontabs” que ficam localizadas normalmente em “/var/spool/cron/crontabs/”. Cada usuário tem seu próprio arquivo de agendamentos neste diretório e pode modificá-lo conforme sua necessidade, independente dos agendamentos dos outros usuários do sistema.

O principal agendamento disponível aqui é o do root (administrador). Para verificar os agendamentos do root, abra o arquivo “/var/spool/cron/crontabs/root” em um editor de textos planos como por exemplo o mcedit. Obviamente que somente o root pode modificar este arquivo…

Comando:
mcedit /var/spool/cron/crontabs/root

Veremos então os agendamentos do root onde as linhas que iniciam com “#” são comentários e não interferem nos agendamentos. Estamos vendo aqui agendamentos padrão que são configurados na instalação do sistema.


Agendamentos do “sistema”

Outros usuários precisam usar um programa chamado crontab. O problema é que neste programa os agendamentos são editados com o uso do editor vi que é meio confuso para iniciantes. Eu, pessoalmente prefiro o mcedit. Abaixo estão alguns exemplos de uso do crontab:

  • crontab -e – Cria/edita os agendamentos do usuário corrente.
  • crontab -u geremias -e -> Edita os agendamentos do usuário “geremias”. Somente o root, além do usuário, pode fazer isso.
  • crontab -d – Apaga todos os agendamentos do usuário corrente.
  • crontab -l – Lista os agendamentos do usuário corrente.
  • crontab -u geremias -l – Lista os agendamentos do usuário “geremias”. Somente o root, além do usuário, pode fazer isso.

Para saber mais sobre o crontab, use um dos comandos abaixo:

Comando:
crontab --help

ou

Comando:
man crontab

Criando agendamentos

Cada uma das linhas do arquivo de agendamentos, com exceção dos comentários, corresponde a um agendamento. É mais simples do que parece. O formato destas linhas é visto abaixo:

Comando:
{min} {hor} {dia} {mes} {sem} {comando}

A linha é dividida em campos separados por um ou mais espaços. Abaixo esta a descrição de cada campo:

  • {min} – Minutos. Aceita valores entre 0 e 59.
  • {hor} – Horas no formato de 24 horas. Aceita valores entre 0 e 23.
  • {dia} – Dia do mês. Aceita valores entre 1 e 31.
  • {mes} – Mês. Aceita valores entre 1 e 12. Pode-se usar também as três primeiras letras do nome do mês em inglês como “jan”, “feb”, “mar”, etc.
  • {sem} – Dia da semana. Aceita valores numéricos onde 0 = domingo, 1 = segunda, etc. ou as três primeiras letras do nome do dia da semana em inglês como “sun”, “mon”, “tue”, etc…
  • {comando} – Aqui colocamos o comando que será executado.

Além dos valores de cada campo, existem outras possibilidades como por exemplo o “*” (asterístico) que significa “todos”. Veja um exemplo:

Comando:
30 10 * * * updatedb

A linha acima agenda o comando “updatedb” para ser executado às 10:30 de todos os dias do mês de todos os meses e em todos os dias da semana. Veja abaixo porque:

É possível especificar vários valores no mesmo campo separando-os por vírgulas. Por exemplo, a linha abaixo executa o comando “rm -rf /var/mail/root” às 10:30, 12:30, 15:30 e 22:30, mas somente nas segundas e sextas-feiras:

Comando:
30 10,12,15,22 * * 1,5 rm -rf /var/mail/root

Outra possibilidade é usar faixas de valores, separando os valores inicial e final por um “-” (traço ou menos). Veja o exemplo abaixo:

Comando:
0,30 0-3,12 * * 1-5 rm -f /tmp/lixo

A linha acima executa o comando “rm -f /tmp/lixo” às 0:00, 0:30, 1:00, 1:30, 2:00, 2:30, 3:00 e 3:30 e também às 12:00 e 12:30, mas somente de segunda a sexta.

Podemos especificar intervalos de tempo também. A linha acima poderia ser substituída por:

Comando:
*/30 0-3,12 * * 1-5 rm -f /tmp/lixo

Onde “*/30″ significa “de 30 em 30 minutos”. Veja outro exemplo:

Comando:
*/10 */4,12 */3 * 1-6 date >> ~/teste

Esta linha executa o comando de 10 em 10 minutos, a cada 4 horas e também as 12 horas, a cada 3 dias, de segunda a sábado.

Mais possibilidades

Com esses exemplos vemos que é possível usar os vários métodos de agendamento no mesmo campo e no mesmo agendamento. Observe que também podem existir vários agendamentos entrelaçados e dentro do mesmo arquivo crontab como no arquivo abaixo:

Código:
# Meu crontab
# 1o. agendamento
30 10,12,15,22 * * 1,5 echo ˝contador˝

# 2o. agendamento
*/10 */4,12 */3 * 1-6 date >> ~/teste

# 3o. agendamento
*/30 0-3,12 * * 1-5 rm -f /tmp/lixo

Não se esqueça de salvar o arquivo e reiniciar o servidor cron para que ele aceite os novos agendamentos de imediato. Para isso, dê os comandos abaixo como root:

Comando:
killall crond
crond

Aproveito para dar mais algumas dicas:

  • Agendamentos de de usuários comuns só podem executar os comandos que esse usuário tem permissão para executar. Assim, seria interessante testar o comando antes de agendá-lo.
  • Alguns sistemas possuem um arquivo crontab global, localizado em “/etc/crontab”. Esse arquivo tem a mesma função dos agendamentos do root. Este arquivo só tem uma diferênça. O agendamento tem um campo adicional que informa o usuário para o qual o agendamento será executado. Veja abaixo:
    Comando:
    {min} {hor} {dia} {mes} {sem} {usuário} {comando}

    Onde {usuário} é o “username” do usuário com o qual o comando será executado.

  • Caso você queira executar mais de um comando no mesmo agendamento, você pode criar um shell script e executá-los.
  • Outra possibilidade é usar o comando run-parts. Este comando executa todos os comandos que estão dentro de um diretório. Assim, podemos executar todos os comandos e scripts que estão em um diretório específico, com um único agendamento. Por exemplo, o comando abaixo, executará todos os comandos que estão no diretório “/usr/local/bin/servidor”:
    Comando:
    run-parts /usr/local/bin/servidor

As possibilidades de agendamento no Linux são muito grandes, agora, cabe a você explorar essa poderosa ferramenta.

Qualquer dúvida, não deixe de acessar nosso Fórum CataBits!

Abraços e até a próxima…

Instalando uma rede WiFi

Por Luferat em 21/02/2009 às 12:13.

Em outro artigo, vimos que o custo de implantação de pequenas redes sem fio vem reduzindo bastante, tornando esse tipo de conexão bem atrativo. Neste segunda parte, vamos ver na prática que instalar uma rede sem fio é ainda mais simples do que a maioria pensa e mesmo usuários com pouca experiência podem fazer o serviço, já que uma das partes mais complicadas, os cabos, simplesmente não existem.

Instalando o Access Point

A primeira etapa é instalar o Access Point no PC para a primeira configuração. Fiz uma seqüência de fotos que ajudará os menos experientes nessa tarefa que, por sinal, é bastante simples.

A rede de testes é composta de uma pequena rede cabeada já existente, que será expandida com pela rede sem fio. Como tudo já opera com DHCP (Ip dinâmico), o único trabalho será configurar os dispositivos e a rede se auto-ajustará.

O sistema usado é o Windows XP, que já tem um bom cliente wireless que facilita bastante as coisas.

Veja o esquema da rede de exemplo abaixo:


Esquema da rede de testes. A parte cabeada já existe.

Primeiro vamos configurar o Access Point. Como indiquei na primeira parte, o AP usado é um Encore 802.11b. O mais baratinho que consegui encontrar aqui no Rio e que se conecta a no máximo 11 Mbps. Ele deve ser conectado à uma porta USB de qualquer micro para ser configurado. Depois, essa ligação pode ser desfeita, ou seja, apenas o cabo de rede que vai ao HUB/Switch e o de força deverão continuar conectados ao Access Point, durante o uso normal.

Insira o CD-ROM que veio com o PA e, após a conexão, ele é detectado e instalado pelo assistente do Windows.

Com o hardware instalado, devemos instalar o software de configuração que está no CD-ROM. Para isso, navegue pelo CD e execute o arquivo “autorun.exe” para que a tela abaixo abra.

Clique em “Install Software” e siga os passos tradicionais de instalação, como em qualquer programa. O negócio é rápido e sem a necessidade de configurar nada.

Agora, acesse o programa do AP que está disponível em: Iniciar » Programas » 802.11 Wireless LAN » Access Point Utility » AP Utility. Uma janela solicitando senha será aberta, conforme a figura abaixo:

A senha padrão é public e você pode aproveitar esta tela para mudá-la para algo mais seguro. Basta clicar no botão Change para permitir a troca da senha.

Cuidado! Por segurança, nunca deixe o AP configurado com a senha padrão e anote a nova senha em local seguro e acessível. Caso esqueça a senha, não será possível re-configurar o AP e você ficará sem acesso à ele.

Clicando em Ok, a janela de configuração (AP Utility) se abrirá conforme a imagem abaixo:


Janela de configuração do Access Point

Configurando o AP

A configuração é bastante simples. Para os testes iniciais, vamos criar uma rede básica, sem sistemas de segurança. Mas lembre-se, isso é só para testes. Na prática, a rede deve ter pelo menos o WEP configurado.

Na aba Wireless do AP Utility fazemos as configurações básicas. Descrevendo os campos, temos:

  • Access Point Name: O nome do Access Point na rede. Pode ser qualquer um.
  • Wireless ESSID: O nome da sua rede sem fio. Também pode ser qualquer nome.
  • Operational Rate Set: Aqui configuramos a velocidade da conexão. Deixe em Auto.
  • Wireless Channel: Este é o canal de operação do AP. Se existem outros APs nas proximidades, é conveniente escolher um canal diferente. Este canal será o mesmo usado pelas placas de rede ligadas a este AP.
  • Operational Mode: Define qual a função deste AP na rede. Deixe como Access Point.

Abaixo está a nova configuração que fiz para os testes:

  • Access Point Name: CATABITS_AP
  • Wireless ESSID: CATABITS
  • Operational Rate Set: Auto
  • Wireless Channel: Channel 6
  • Operational Mode: Access Point

Agora, vá até a guia IP Config para configurar o acesso à rede cabeada. Descrevendo os campos, temos:

  • IP Address: Aqui entra o IP do Access Point na rede. Deve ser um IP livre;
  • Subnet Mask: Aqui entra a máscara de sub-rede, relativa ao IP acima;
  • Gateway: Este é o IP do computador que acessa a Internet na rede;
  • DHCP Client: Se sua rede tem um servidor DHCP, o AP pode pegar as configurações acima automaticamente, basta selecionar Enable neste campo;
  • Primary Port: Aqui escolhemos onde o AP deve procurar pelo DHCP primeiro, pela porta de rede ou pela rede sem fio.

Essas configurações podem variar um pouco, de acordo com a rede existente. Mas não tem nada aqui que alguém com poucos conhecimentos de redes Windows não possa configurar.

Na rede de testes estou usando uma conexão ADSL que entra por um modem que está configurado como Router e já fornece IPs dinamicamente para a rede. Abaixo está a configuração para a rede de testes.

  • IP Address: Desabilitado
  • Subnet Mask: Desabilitado
  • Gateway: Desabilitado
  • DHCP Client: Enable
  • Primary Port: Ethernet

Como visto, o uso do DHCP facilita bastante as coisas e acelera o processo. Na falta deste, um exemplo de configuração poderia ser:

  • IP Address: 192.168.1.10 (IP livre)
  • Subnet Mask: 255.255.255.0 (mesma máscara usada em toda a rede)
  • Gateway: 192.168.1.1 (IP do modem/router ADSL)
  • DHCP Client: Disable (DHCP desabilitado)
  • Primary Port: Ethernet

Como pode ser visto, o IP da rede de teste é 192.168.1.0/24. Caso o IP da rede seja diferente, os valores mudarão.

Nosso AP já está com uma configuração básica, suficiente para confirmar sue funcionamento e testar as placas de rede.

As placas de rede

Para instalar a placa de rede sem fio, precisamos abrir o micro que a receberá e localizar um slot PCI vazio. Nada muito complicado. Mais uma vez, os menos experientes podem consultar uma seqüência de fotos.

Ligue o computador e coloque o CD-ROM que veio com a placa. Se você usa Windows XP, não é necessário instalar os aplicativos deste CD-ROM, só o driver da placa será necessário. Como cada placa pode ter um procedimento diferente, não vou detalhar isso, mas o Assintente de Instalação de Hardware do Windows dá conta do recado na maioria dos casos.

Como disse, para o Windows XP, não é necessário instalar o cliente para redes WiFi que acompanha a placa pois o XP já tem um cliente residente e que, por sinal, é melhor do que os que vem com as plaquinhas mais baratas.

Logo após instalar a placa o Windows já reclama da presença de uma rede sem fio se o AP estiver ligado nas proximidades.


Rede sem fio detectada pelo Windows XP

Clique com o botão direito do mouse no ícone da rede e selecione “Exibir redes sem fio disponíveis” e veremos nossa rede ativa. É provável que outras redes próximas sejam exibidas também.


Nova rede sem fio detectada.

Caso sua rede não seja listada ou nenhuma rede seja detectada, volte e refaça os procedimentos no AP e na instalação da placa de rede.

Se tudo está certo, clique na sua rede e depois no botão “Conectar” na parte de baixo da janela.

Como nossa rede está sem sistema de segurança pois estamos só testando, o Windows vai reclamar que você está se conectando a uma rede insegura. Clique em “Conectar assim mesmo” para finalizar os testes.


O Windows XP reclama quando a rede é insegura.

A indicação “Conectado” aparecerá no status da sua rede, indicando que você já pode usá-la da mesma forma que a uma rede com cabos.


Status da rede Conectado.

Você pode configurar o Windows para que, toda vez que for iniciado, se conecte à uma rede preferencial, de forma que não é necessário se conectar manualmente sempre que reiniciar o micro. Isso também é útil no caso de notebooks. Os passos são:

  1. Dê um duplo-clique no ícone da rede sem fio ao lado do relógio;
  2. Clique no botão “Propriedades”;
  3. Selecione a aba “Redes em fio”;
  4. Em “Redes preferenciais”, “Mova para cima” a sua rede sem fio.


Janela de status da rede sem fio.

Pronto. Toda vez que o Windows iniciar, ele avisará se sua rede sem fio está disponível. Veja abaixo:


Windows encontrou sua rede preferencial e conectou-se.

Agora, já temos uma rede sem fio operacional! Quem tem notebook ganha uma maior mobilidade, já que num precisará de fios para conectar-se a sua rede, bastando ter um adaptador 802.11 instalado. Imagina poder passear pela casa toda ou pelo escritório, acessando a Internet e ouvindo sua rádio on-line favorita, sem a necessidade de fios. :)

Claro que não montamos uma rede de alta performance, mas que se sai bem em aplicações clássicas como acessar a Internet. Afinal, o objetivo é montar uma rede WiFi barata.

Talvez na próxima eu mostre como implementar um nível mínimo de segurança na rede WiFi, de forma a utilizá-la no dia-a-dia com segurança.

Até a próxima e não deixe de comentar para tirar dúvidas e dar sugestões…

Wireless acessível

Por Luferat em 21/02/2009 às 11:49.

Wireless acessível

É uma tendência mundial! O crescimento e a expansão das redes sem fio vem comprovar sua utilidade e facilidade de instalação. Mas as redes sem fio ainda são um mito para muitos usuários, técnicos iniciantes e até mesmo para alguns mais experientes.

O principal obstáculo é o custo de implantação do wireless frente às redes cabeadas. Porém, com a evolução das tecnologias wireless e a concorrência entre alguns fabricantes, principalmente de marcas mais populares, os equipamentos baseados em padrões mais antigos caíram bastante de preço, tornando as redes sem fio acessíveis e de fácil implementação.

Mesmo ultrapassadas em relação às novidades do mercado, esses equipamentos podem atender as necessidades de pequenas e até mesmo médias redes, principalmente, incrementando e agregando serviços a redes cabeadas já existentes. Já podemos adquirir em alguns lugares, placas de rede sem fio mais simples por menos de 150 reais e Access Point (ponto de acesso) por menos de 250 reais.

Padrões de rede sem fio

Atualmente, o padrão de rede sem fio mais difundido para uso em redes locais é o 802.11, normalizado pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers). Esse padrão é dividido em várias categorias que definem tecnologias diferentes, dentre os quais, destacamos:

  • 802.11b
    O primeiro padrão a se popularizar e atualmente o mais barato e acessível. Pode operar com velocidades até 11 Mbps (mega bits por segundo) em distâncias de até 200 metros. A taxa de transferência e a distância podem variar de acordo com a situação em que os equipamentos e antenas foram instalados.
  • 802.11a
    Lançado logo após o 820.11b, permite conexões a até 55 Mbps e implementa sistemas de segurança mais eficientes. Porém essa tecnologia tem a desvantagem de ser incompatível com o padrão anterior, pois usa freqüências muito mais altas, por isso, é pouco difundido, tornando-se muito caro.
  • 802.11g
    Essa é a mais versão mais usada para redes locais disponível no mercado. Permite conexões de até 55 Mbps e, por operar na mesma freqüência do 802.11b, é compatível com esta. Dispositivos 802.11g podem operar automaticamente com redes 802.11b, o que não é muito fácil de implementar com o 802.11a. Podemos assim, usar dispositivos 802.11b e 802.11g na mesma rede, permitindo uma migração mais “suave” da tecnologia e a expansão da vida útil da rede.
  • 802.11g
    Essa é a mais nova versão para redes locais disponível no mercado. Permite conexões de até 300 Mbps e, por operar na mesma freqüência do 802.11g, é compatível com esta. Dispositivos 802.11n podem operar automaticamente com redes 802.11g, o que não é muito fácil de implementar com o 802.11a. Podemos assim, usar dispositivos 802.11g e 802.11n na mesma rede, permitindo uma migração mais “suave” da tecnologia e a expansão da vida útil da rede.

Tipos de rede sem fio

A grande vantagem de uma rede sem fio, obviamente, é o fato de não ser necessário passar cabos, perfurar paredes, fazer conectorizações, etc. Existem duas possibilidades aqui:

Interligando dois micros

Essa forma de ligação ponto-a-ponto chama-se ad-hoc. Usamos apenas as placas de rede sem fio para interligar os micros. Esse formato é interessante se queremos, por exemplo, compartilhar a Internet banda larga com um amigo ou vizinho que mora próximo. É uma solução interessante já que somente concessionárias de serviços públicos podem passar cabos pelos postes da rua. Com sinais de rádio de baixa potência, não há problemas.


Rede AD-HOC (ponto-a-ponto)

Também é uma forma viável para estender a rede cabeada a um micro mais distante ou localizado em uma área que dificulta a passagem de cabos ou até mesmo para garantir a portabilidade do seu notebook. Neste caso, um dos micros da rede operará como bridge.


Estendendo uma rede com fio a um PC sem fio

Infraestrutura expansível

Com o uso de um Access Point (em português: ponto de acesso) temos uma rede em infra-estrutura ou infraestructure. Cada access point 802.11b pode interligar até 8 dispositivos simultaneamente.

É o modelo ideal de rede para compartilhar a Internet com vários micros ou permitir acesso público em restaurantes, bibliotecas, escolas, etc. Access points também podem ser interligados de forma a expandir a rede conforme as necessidades.


Rede Infrastructure

Rede de teste

Nosso objetivo é montar uma pequena rede sem fio com 2 micros, permitindo também o acesso de um notebook já com interface wireless instalada. Pesquisando no mercado pelo material, placas e access point, mais baratos possível, o principal objetivo é compartilhar o acesso à Internet e algumas pastas nas estações de trabalho.

Para os iniciantes, o uso do Windows XP é recomendável, pois ele já tem um gerenciador de redes wireless nativo, de fácil uso e que permite o uso dos sistemas de segurança padrão. Nada impede porém o uso de outros sistemas como o Linux ou Windows 98.

A segurança é um ponto fraco nas redes wireless, ainda mais com equipamentos de mais baixo custo. Em todos eles, temos implementado por padrão o WEP – Wired Equivalent Privacy – que criptografa os dados com chaves de até 128 bits, mas equipamentos mais caros e modernos podem suportar outros tipos de criptografia, com chaves de 256 bits ou mais.

Access Point

Vamos precisar de um Access Point (ponto de acesso ou AP). O usado foi um Encore 802.11b com antenas fixas que suporta até 8 placas de rede conectadas. Esse foi o AP mais baratinho encontrado no Rio de Janeiro e custa em média R$ 100,00. Seus recursos são muito limitados, mas suficiente pra nossa rede.

Esse equipamento parece frágil, porém é fácil de configurar, pequeno e com baixo consumo de energia. Isso permite a instalação dele em locais altos e mais escondidos. Só o cabo de alimentação da fonte pode precisar ser expandido, pois é muito curto. Neste artigo, dou uma solução bem interessante para isso. O cabo de configuração USB já está disponível no pacote e o padrão USB facilita a instalação. Note que o cabo e a porta USB só serão usados na configuração inicial do aparelho. Depois, o cabo pode ser guardado para alguma eventualidade.

Esse AP pode funcionar também como bridge, permitindo o acesso à rede wireless a computadores que não tem placa de rede sem fio.

. . .
Bridge da 3Com

Placas de rede

Foram usadas duas placas de rede da marca LG, que usam o chip WL-8303 da Realtek. Essas placas podem ser encontradas em média por R$120,00 no Rio e são realmente uma pechincha em se tratando de redes sem fio. Sua configuração é simples, bastando instalar o driver que a acompanha e deixar a configuração do acesso à rede a cargo do Windows XP.

Essas placas podem apresentar dificuldades de configuração com algumas versões do Linux. Nada, porém que alguém com mais experiência no sistema do pingüim não possa resolver.


Adaptador USB/WiFi

Existe ainda a possibilidade de usar um adaptador USB/WiFi que custa em média R$ 200,00. Esses adaptadores podem ser usados em qualquer PC com porta USB, sem necessidade de abrir o gabinete além de ter as vantagens do Plug-and-play.

Só isso, mais nada é necessário! Obviamente, em se tratando de uma rede sem fio, não há fios nem cabos a serem confeccionados :-P

Breve eu publico o tutorial sobre a instalação, configuração e uso dessa rede sem fio “mais barata”. Enquanto isso, nosso fórum está à disposição para a troca de idéias!

Até…

Acesso remoto com UltraVNC

Por Luferat em 21/02/2009 às 11:22.

Acesso remoto com UltraVNC Atendendo à pedidos escrevi um pequeno e prático guia para usar o UltraVNC que, para quem não sabe, é um software de acesso remoto que permite usar outro computador através da rede, como se estivéssemos na frente dele.

O UltraVNC é uma versão melhorara, mas rápida e fácil de usar do VNC – Virtual Network Computing – que é um protocolo desenvolvido para permitir o acesso remoto a computadores, mas que diferentemente do TelNet e do SSH usa uma interface gráfica, o que facilita bastante o trabalho principalmente em sistemas Windows, MacOS X, Linux rodando KDE, Gnome e qualquer outra interface. Os sistemas não precisam ser os mesmos para permitir o acesso, assim nada impede que à partir de uma máquina com Windows você acesse outra rodando o KDE sobre Linux. O UltraVNC é para Windows, mas é compatível com qualquer versão do VNC.

Desenvolvido com código aberto (Open Source) e sobre licença GPL, o UltraVNC é distribuído gratuitamente e é uma “mão na roda” para administradores e pessoal de suporte de redes que precisam atender clientes da rede com pequenos problemas no computador. Imagine você não ter mais que se deslocar vários andares apenas para configurar uma impressora ou verificar a presença de vírus em um disquete. Basta abrir o UltraVNC Viewer ou usar um navegador web e você terá a tela do PC do cliente em seu desktop. Para quem administra WANs então, nem se fala. Podemos até mesmo controlar PCs em outros estados ou países, desde que estejam na mesma rede.

O UltraVNC é um software recomendado apenas para redes locais pois pode ser extremamente perigoso se acessível pela Internet. Qualquer um que descubra a senha terá controle total sobre o servidor VNC. Muitos administradores de redes bloqueiam as portas usadas pelo protocolo VNC em seus firewalls para evitar problemas de segurança e usuários ingênuos.

Instalando e configurando o UltraVNC

Esses passos servem, com poucas ou nenhuma alteração para a maioria das distribuições VNC para Windows, inclusive o VNC tradicional.

O UltraVNC é dividido em duas partes:

  • UltraVNC Server – Deve ficar ativo na máquina remota, ou seja, na que será acessada. Cuidado em que máquinas o Server será usado porque ele é a parte perigosa do VNC;
  • UltraVNC Viewer – É usado para acessar a parte Server, é o cliente que se conecta aos servidores para permitir o acesso remoto.

Pra começar a instalar, baixe a versão mais recente do UltraVNC no site oficial. A instalação é bem simples e abaixo está um resumo:

  • Dê um duplo clique no ícone do instalador que você baixou;
  • Na primeira janela, escolha o idioma e clique em [Ok]. Não há a opção do português então eu sugiro o uso do idioma “Inglês”;
  • Clique em [Next >], concorde com a licença clicando em ” I accept the agreement ” e clique em [Next >] novamente;
  • Mantenha o local de instalação como ” C:Arquivos de programasUltraVNC ” e clique em [Next >];
  • Agora você deve selecionar o tipo de instalação mais adequado. As opções são:
    • Full installation – Instala o pacote completo;
    • Server Only – Se você está instalando no computador remoto, o que será acessado;
    • Viewer Only – Se você está instalando no computador do administrador, o que acessará o(s) outro(s);
    • Custom Instalation – Permite que você escolha o que quer instalar. Se escolher essa, você já conhece bem o VNC e não precisaria estar lendo isso!
  • Selecione a instalação adequada para cada caso e clique em [next >];
  • Deixe o atalho como ” UltraVNC ” e mais uma vez clique em [Next >];
  • Agora, temos várias opções possíveis onde as mais importantes são:
    • Register UltraVNC Server as a system service – Marque esta opção para que o Servidor VNC inicie junto com o PC. Se quer apenas testar o VNC ou iniciá-lo manualmente para manter a segurança alta, deixe desmarcado;
    • Start or Restart UltraVNC service – Permite controlar o servidor via “Ferramentas administrativas do Windows”. Se marcou a opção acima, marque esta também;
    • Create UltraVNC desktop icons – Marque se você deixou as opções anteriores desmarcadas para que tenha acesso mais rápido ao programa;
  • Selecione as opções acima conforme as necessidades, deixe o restante desmarcado e clique em [Next >]. Essas opções podem ser modificadas na configuração do UltraVNC posteriormente;
  • Clique em [Install] e aguarde o fim da instalação;
  • Clicando em [Next >] e depois em [Finish], concluímos o processo.

Repita os passos acima em todos os computadores da rede que usarão o VNC.

Com tudo instalado, vamos configurar o servidor de cada micro que será acessado. Primeiro temos que ter o UltraVNC rodando. Reinicie o computador ou simplesmente dê um duplo clique no ícone do UltraVNC Server no Desktop ou em “Iniciar/Programas/UltraVNC/”. Aparentemente nada acontece, mas olhe que o ícone azul do VNC está ao lado do relógio, na bandeja do Windows.

Dê um duplo clique neste ícone para abrir a janela “WinVNC: Current User Properties”, onde configuramos todas as opções do servidor VNC. Ela é meio confusa e assustadora no começo, portanto vamos nos resumir ao que interessa: a senha de acesso é a coisa mais importante que deve ser configurada e influi diretamente na segurança do computador remoto, portanto, na parte “Authentication”, coloque no campo “VNC Password:” a senha que será usada para acessar este micro. Bom, não preciso falar sobre a segurança das senhas não é?


Janela de configuração do VNC Server.

Dê um [Ok] e o server já está rodando. Aproveite para anotar o IP deste PC na rede. Para isso, basta colocar o ponteiro do mouse sobre o ícone do VNC ao lado do relógio, sem clicar, e ele mostrará rapidamente o IP atual. Use este mesmo procedimento com o cliente quando estiver fazendo um atendimento remoto, pedindo a ele que pare o ponteiro sobre o ícone.


Obtendo o IP do servidor.

Uma dica importante é configurar o firewall do servidor para aceitar conexões do UltraVNC Server pelas portas 5800 e 5900 que são as usadas pelo VNC.

Acesso remoto

Agora vamos testar o acesso abrindo o UltraVNC Viewer no computador que será usado para acessar o servidor. Na janela de conexão digite no campo “VNC Server:” o IP do servidor remoto. Deixe as outras opções como estão e clique no grande botão [Connect]. A janela de Status aparece e a senha do servidor é requisitada. Digite-a e aguarde a conexão.

Logo uma janela será aberta e nela será carregada a janela de controle remoto, com todos os ícones atalhos, botões, etc. Pronto! Você tem acesso total à este PC!


UltraVNC: Acesso total à interface do PC remoto.

No topo da janela do PC remoto podemos ver uma barra de ferramentas com várias opções que podem ser aplicadas. Um resumo das funções está abaixo:

  1. Envia a seqüência [Ctrl] + [Alt] + [Del] para o micro remoto;
  2. Modo “Full Screen” ou tela cheia. Use [Ctrl] + [Alt] + [F12] para voltar ao modo anterior;
  3. Exibe e permite editar algumas opções da conexão;
  4. Atualiza a tela;
  5. Envia a seqüência [Ctrl] + [Esc] que é o mesmo que a tecla “Windows” do teclado;
  6. Permite o envio de outras seqüências de teclas;
  7. Exibe o status da conexão entre os micros;
  8. Encerra a conexão;
  9. Oculta a barra de ferramentas. Use [Ctrl] + [Alt] + [F9] para voltar a exibi-la;
  10. Apaga a tela no micro remoto, assim o usuário não verá o que está sendo feito;
  11. Permite a transferência de arquivos entre os dois PCs. Muito útil para instalar programas no PC remoto;
  12. Permite selecionar apenas uma janela para que somente ela seja exibida;
  13. Volta a exibir todo o desktop do PC remoto;
  14. Abre um chat com o PC remoto, permitindo a troca de mensagens entre eles.

A maioria destas e outras funções também estão disponíveis pelo menu de contexto ao se clicar com o botão direito na barra de título da janela de controle remoto.

Existe uma outra possibilidade que é usar um navegador web. Neste caso, não é necessário ter o “Viewer” instalado pois uma interface em JAVA será usada. Teremos que usar então um navegador que tenha o Java instalado e o desempenho é bem inferior ao “Viewer”. Para acessar o PC remoto via navegador, digite na barra de endereços “http://ip_do_pc_remoto:5800″ sem as aspas é claro! O JAVA será carregado e a senha do servidor solicitada.


Também é possível o acesso ao PC remoto via navegador.

Alternativa de acesso pela Internet

Também é possível usar o software pela Internet, desde que o servidor tenha um IP válido na web, ou seja, esteja ligado diretamente via modem e com as portas 5800 e 5900 liberadas no firewall. Uma boa banda larga é essencial neste caso. É possível acessar micros em uma rede pela Internet, mas é necessário configurar corretamente o roteador e isso é trabalho de administrador de redes, gente que não precisaria estar lendo este artigo. ;)

Se você precisa acessar um computador via Internet, uma alternativa mais funcional é o serviço LogMeIn que é gratuito. Breve falarei mais sobre ele, mas seu uso é bem simples, através do próprio navegador.


LogMeIn: alternativa ao VNC via Internet.

Pra fechar, dou uma dica legal que achei no site do UltraVNC e que permite ocultar o ícone do Server que fica ao lado do relógio: usando o RegEdit, acesse a chave “HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\ORL\Win\VNC3″ e altere o valor de “DisableTrayIcon” para “1″ sem as aspas.

infelizmente, muita gente sem conhecimento ou “demente” confunde o VNC com um programa de invasão ou coisa de hacker. Apesar de poder ser usado para fins maléficos, não é este o objetivo desta excelente ferramenta. Espero que esse artigo exclareça isso e ajude para que você use o VNC com sabedoria!

Nosso fórum está disponível para troca de idéias…

Instalações especiais

Por Luferat em 21/02/2009 às 10:56.

Nessa matéria, vou dar dicas bem interessantes e práticas para instaladores de rede. Essas dicas visam economizar, simplificar as instalações e aproveitar melhor a capacidade dos cabos de rede UTP – Unshielded Twisted Pair – usados atualmente.

A maioria das dicas é baseada em uma interessante característica desses cabos: nas redes Ethernet de 10 Mbps e Fast Ethenet de 100 Mbps, apenas dois dos quatro pares são necessários para a troca de dados. Os outros dois não têm função alguma para a maioria dos equipamentos comuns.

No caso, os pares 1-2 e 3-6 (laranja e verde) são responsáveis pela transferência de dados entre os dispositivos interligados. Já os pares 4-5 (azul) e 7-8 (marrom) não têm função alguma, e são esses pares que podem ser usados para aplicações especiais.


Pinagem e seqüência de cores do conector RJ-45.

O material usado pode ser facilmente comprado em lojas especializadas e até mesmo adaptado de equipamentos fora de uso. Note que para a maioria das dicas, é importante ter alguma noção sobre crimpar cabos e manusear ferros de solda e outras ferramentas. A criatividade de cada um também é importante para dar as melhores e mais seguras soluções, necessárias para cada caso.

Dicas importantíssimas são: jamais “destrançar” mais do que 1,3 cm do cabo, principalmente em redes de 100 Mbps, para minimizar as perdas de velocidade; e usar cabos de boa qualidade CAT-5e ou superior. Sugiro os da marca Furukawa.

Vamos às dicas…

Dois micros no mesmo cabo

Sim, é possível usar apenas um cabo de 4 pares para interligar dois micros na rede. Esse recurso, é muito interessante para pequenas redes. Usaremos os pares que sobram para transferir os dados do segundo micro. Veja abaixo a aplicação.


Esquema de construção do cabo.


Instalação dos adaptadores.

Os adaptadores em cada ponta do cabo são idênticos e são construídos com 3 tomadas RJ-45 fêmea cada um. Deve haver um adaptador no switch ou hub e outro próximo aos micros.

Observe que usamos apenas um cabo de rede, mas duas portas do hub/switch são necessárias, já que temos dois micros. Não se deve usar apenas um adaptador no conjunto, pois há o risco de danos aos equipamentos.

Existem algumas lojas especializadas em redes que já vendem estes adaptadores prontos, mas devemos observar se eles estão dentro das normas, principalmente quanto ao “destrançamento” dos pares do cabo que deve ser de no máximo 1,3 cm. A qualidade das tomadas e do cabo também é muito importante para garantir as taxas de transferência.

Dados + voz

Uma alternativa à ligação de dois micros, principalmente em escritórios, é ligar uma linha telefônica ou ramal de PABX, usando o mesmo cabo usado para o micro. Neste caso, apenas um dos pares que sobram, o 7-8 no cabo será usado para a linha telefônica. Veja como fazer:


Esquema de montagem.


Instalação dos adaptadores.

A montagem é parecida com a usada no caso dos dois micros no mesmo cabo, com a diferença de que uma das tomadas de cada adaptador será uma RJ-11 e não RJ-45. O telefone usa apenas os dois contatos centrais do RJ-11, apenar de haverem 4 terminais disponíveis. Nada impede que se usem tomadas RJ-45 para o telefone também. Basta usar os contatos correspondentes ao par 4-5, pois, o RJ-11 encaixa-se nestas também. Deve haver apenas uma boa identificação para que não hajam confusões.

O uso de filtros, do tipo usado com linhas ADSL, um próximo à linha e outro próximo ao telefone é importante, mesmo em linhas comuns. Também deve-se evitar o uso de telefones antigos, com campainha de sineta, o famoso “trimmmm” que geram muitos ruídos que podem atrapalhar os dados que trafegam nos outros pares.

Alimentação remota

Vamos a um exemplo bem prático: precisamos fixar um Access Point, que provê acesso à rede sem fio, no teto de um galpão, escola ou biblioteca, onde não há uma tomada de rede elétrica disponível. Além disso, no final do expediente será necessário desligar a alimentação desse equipamento, sem, necessariamente desligar toda a energia do ambiente. Normalmente, seria necessário instalar, além do cabo de rede, um cabo de energia até as proximidades do equipamento, correndo o risco de gerar interferências, encarecendo o serviço e afetando o design do ambiente.

Uma possibilidade interessante é alimentar dispositivos pelo cabo de rede, recurso já disponível em alguns equipamentos deste tipo. Podemos usar no mesmo cabo de rede os pares que sobram, para enviar energia para o equipamento, montando um circuito adaptador, conforme visto abaixo:


Esquema de montagem.


Instalação dos adaptadores.

Neste caso, o par 7-8 (marrom) será usado para transferir a alimentação fornecida pela fonte do próprio aparelho que ficará instalada próxima ao switch ou servidor.

Os adaptadores em cada ponta do cabo são idênticos e são construídos com 3 tomadas RJ-45 fêmea cada um. Tome muito cuidado para não inverter as posições dos fios, o que pode causar a queima do equipamento remoto. O conector da fonte varia de acordo com esta e a polaridade deve ser observada.

Essa é uma adaptação mais crítica, por isso, algumas observações são necessárias:

  • Use um adaptador em cada ponta. Nunca ligue um adaptador diretamente no equipamento;
  • Somente corrente contínua deve trafegar pelo cabo de rede para não interferir nos dados que trafegam junto;
  • Nunca use o cabo UTP para energia da tomada elétrica de 110 ou 220 Volts A.C.;
  • Sempre use filtros passivos com capacitores e choques de RF para eliminar ruídos que por ventura surjam na fonte de alimentação;
  • Tome todos os cuidados na instalação do cabo. Cuidado com partes cortantes, curvas acentuadas “emprensamento” e nunca faça emendas;
  • Apesar do padrão suportar cabos e até 90 metros, os cabos com alimentação devem ter no máximo 20 metros.

Além dessas, outra dica importante é não alimentar equipamentos com um consumo muito alto, pois vai aquecer o cabo causando perda de dados e perigo de danificar a interface de rede, além de poder causar um incêndio.

A corrente deve ser de no máximo 1 ampère, com uma tensão de até 12 volts ou 2 ampères para tensões de até 6 volts.

Devemos também considerar as perdas de energia do cabo. Por exemplo: usando uma fonte de 5 volts com um cabo de 10 metros, pode ocorrer uma queda de tensão de 1 volt ou mais, fazendo com que chegue ao aparelho remoto apenas 4 volts, tornando seu funcionamento instável. Neste caso, uma fonte de maior tensão pode ser usada, tomando o cuidado para não sobrecarregar o equipamento remoto.

Conclusão

Com um pouco de habilidade manual essas dicas podem ser facilmente aplicadas, mas servem apenas em pequenas redes, pois redes estruturadas de médio e grande porte seguem normas rígidas de certificação que impedem o uso desses recursos. Essas dicas também não se aplicam a redes Gigabit Ethernet e outras plataformas que necessitam dos 4 pares do cabo.

Bom. Por enquanto é só. Breve eu volto com mais. Quem tiver mais idéias ou dúvidas, não deixe de comentar em nosso fórum.

Até…