5 de junho de 2011

Estragados e abandonados

Programas estragados e abandonados

Quem usa computadores produtivamente sempre tem manias com certos programas: são aplicativos legais que, mesmo que não sejam muito usados, estão sempre presentes em nossos PCs e fazem falta nos PCs alheios que usamos. No meu caso são pequenos aplicativos gratuitos que sempre carrego nos flash drives, deixo disponíveis nas redes de download e indico aos amigos.

Muitos destes programinhas são desconhecidos da maioria dos usuários porque são free, têm funções básicas, são de uso simples e resolvem os pequenos problemas de forma prática e direta, coisas que usuários de Windows e também alguns de Linux abominam

Observamos com o tempo alguns fatos curiosos: alguns desses programas simplesmente desaparecem no limbo da Internet e se tornam lenda. Outros são abandonados e não passaram por atualizações ao longo de anos. Por isso, quando acho um programa desses, tenho a tendência a guardá-los em um servidor de downloads seguro por precaução.

De outro lado, há os programas que começam a fazer sucesso. Nesses, quase sempre os produtores tendem a estragar as novas versões na tentativa de "ganhar algum", abandonando a filosofia "livre e leve" da aplicação. São programas que começam a ganhar recursos cada vez mais elaborados para chamar a atenção da maioria dos usuários mais afoitos e consumistas ou vendê-los por um bom preço para uma grande produtora.

E lá se vai o pequeno tamanho, a simplicidade, a facilidade de uso e a possibilidade de resolver pequenos problemas de forma direta. São os famosos bloatwares, programas inchados, "bugados", cheios de adwares, firulinhas e recursos inúteis que servem apenas para chamar a atenção de usuários desatentos e aumentar as estatísticas de downloads. É o mesmo que acontece com celulares, TVs de tela grande, media players portáteis e por aí vai...


Nero: estragado pelos bloatwares.

Normalmente quando isso acontece eu saio em busca das versões antigas ou de alternativas. Infelizmente a própria atualização "natural" dos sistemas tornam as versões antigas incompatíveis e inúteis com o tempo e nem sempre isso é possível.

O fenômeno não é restrito a pequenos aplicativos freeware, tenho notado essa tendência em programas open source e até em algumas distribuições Linux que estão seguindo os caminhos tortuosos do Windows e se tornando verdadeiros sistemas de instalação de "firulinhas" desnecessárias.

Acho que o melhor exemplo de distribuição de bloatwares que podemos lembrar é o Nero Burning Rom, um excelente programa de gravação de CDs em seus primórdios, que hoje é "execrado" pelos usuários mais experientes por causa das inúmeras inutilidades que o acompanham, sem falar nas propagandas que somos obrigados a aturar toda vez que se clica em um botão.


Ubuntu Hello Kitty: sugestão para a próxima versão.

Não estou dizendo que os produtores estão errados em "valorizar" seus aplicativos, eles só estão procurando caminhos alternativos para se popularizar, mesmo que se lixando para quem apreciava a simplicidade e usabilidade de seus programas. Com certeza seguindo os caminhos da Microsoft, do Google, da Apple e outros grandes exemplos de sucesso nestes quesitos. Se eles são donos, que façam o que quiser com suas criações e eu me viro para encontrar alternativas.

Quer exemplos? Esses são eram alguns de meus aplicativos gratuitos prediletos que estão indo pelos mesmos caminhos do abandono ou estão sendo "estragados" pelos seus mantenedores.

  • CDBurnerXP - Só recebe pequenas atualizações;
  • Foxit Reader - Estragado pelas versões pagas com excesso de funções e adwares;
  • Adobe Reader - Esse é um dos mais antigos e tradicionais bloatwares;
  • Comodo Firewall - Ganhou um antivírus tenebroso;
  • Ultra VNC - Estragado pelos bloatwares, perdeu sua identidade;
  • Ccleaner - Só as propagandas para ser comprado pela Microsoft evoluem;
  • AdAware - A versão free se tornou inútil e inerte;
  • Spybot Search & Destroi - Inchado;
  • UltraISO - A versão free desapareceu. Grana, grana, grana $$$;
  • Daemon Tools - A versão free se tornou inútil e cheia de adwares perigosos;
  • Ubuntu - Depois de "Karmic Koala" e "Maverick Meerkat" teremos um "Hello Kitty" com frescuras para dar e vender. Vender?
  • Kurumin Linux - Faleceu. Infartou de tão "gordo" que ficou;
  • Firefox - O que era uma versão "lite" do Mozilla já está precisando de uma versão "lite";
  • Nero Burning Rom - O programa mais estragado de todos os tempos;
  • ...

E você? Tem algum software predileto que foi estragado ou abandonado? Comenta sobre ele...

2 comentários neste post

Concerteza o Nero é o maior exemplo de bloatware. capricham muito no gráfico e disponibilizam funções que o usuário nem sonha que tem. (Antigamente se usava para queimar uma imagem Iso e copias de cd ou dvd não é mesmo)O adobe reader com suas atualizaçoes continuas tem ficado bem pesado.

Comentário de
Anônimo Em 5 de junho de 2011 19:10.

Muito bom cara, também utilizei alguns dos softwares citados e abandonei pelos excessos.
Outros exemplos que cito também são: Windows Live Messenger (versão atual totalmente pesada, bugs e visual bagunçado), TuneUp Utilities (pesado e bagunçado), Opera (muito bom navegador, mas muita coisa que você não vai utilizar), RealPlayer, QuickTime, Winamp e BSPlayer (inchados).

Att,
Carlos

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