19 de março de 2011

Apresentando o VMware Player

Diferente da virtualização corporativa, aplicada em clusters, servidores e workstations de grande performance, a virtualização para desktops tem foco em usuários finais que estão em busca da compatibilidade de aplicações legadas e principalmente para estudos diversos.

A empresa VMware tem excelentes soluções de virtualização e mesmo sendo uma das líderes neste setor, ela foi deixada para trás pelas soluções da Microsoft e da Oracle que nos oferece o excelente VirtualBox quando falamos de virtualização em computadores desktop.

O VMWare Workstation que é a solução desktop da VMware, mesmo sendo superior ao VirtualBox em desempenho, nunca foi muito popular por causa do seu preço, na faixa de 190 dólares, proibitivo para um estudante "normal". Comparado ao VirtualBox e mesmo às soluções Microsoft que são distribuídas gratuitamente para uso não comercial, o preço do VMWare Workstation é quase uma extorsão.
O VirtualBox é gratuito apenas para uso não comercial, justamente onde entram os estudantes, curiosos e usuários domésticos. Mesmo a licença para empresas é bem mais barata que a da VMware e ainda contamos com a versão Open Source que pode ser compilada e usada gratuitamente por qualquer um...
A única solução gratuita da VMware para desktops é o VMware Player cuja função "era" apenas rodar VM's já prontas, previamente criadas e configuradas no VMware Workstation. Na tentativa de angariar alguns usuários dos aplicativos gratuitos a empresa atualizou o Player que à partir da versão 3.0 também permite a criação de VM's sem a necessidade do Workstation.

Os recursos disponíveis para as novas VM's são suficientes para a maioria das aplicações, mesmo não tendo opções avançadas como ocorre no aplicativo da Oracle. Há suporte para aceleração 3D e configurações básicas de redes e compartilhamentos, além de suportar todas as edições do Windows, tanto de 32 quanto de 64 bits e também do Linux para a plataforma PC.


A instalação do guest, no geral, é mais lenta...

Fiz vários testes comparativos entre o VirtualBox e o VMware Player e o desempenho deste último é bem satisfatório, mas similar ao do Windows Virtual PC da Microsoft, ficando aquém do VirtualBox. Ele é meio "grosseiro" no processo inicial de instalação do sistema onde, foram necessárias várias tentativas para entender como o procedimento é feito. A instalação do Windows também é mais demorada no VMware.
No geral, o desempenho tanto com sistemas Windows quanto Linux é um pouco inferior ao da solução Oracle. Mas as edições Server da Microsoft tiveram um desempenho notadamente inferior ao rodar serviços comuns...
Um ponto em que ele se destacou, praticamente o único, foi no suporte a dispositivos USB, reconhecendo inclusive o iPod Touch e a webcam sem nenhuma dificuldade, coisa que no VirtualBox pode ser meio trabalhoso, senão impossível em certas situações.

Os pontos negativos ficam na falta de suporte para nosso idioma - o software está em inglês, na instalação mais lenta do guest (como já citei acima) e também dos device drivers, cuja instalação é menos intuitiva que no VirtualBox.

Outra característica que pode afastar os estudantes e profissionais: para rodar mais de uma VM é necessário abrir outra instância do programa, o que pode pesar no sistema host. Mesmo rodando apenas um guest com Windows 7 em um sistema Core 2 Quad com 4GiB de RAM o desempenho geral do computador foi bastante comprometido, coisa que não acontece com o VB (VirtualBox) que impacta pouco no sistema host.

Na interface do Player, as coisas não são melhores: é impossível ajustar o tamanho da maioria das janelas e por vezes, em resoluções menores, você é obrigado a ficar arrastando as janelas para achar botões e menus. Também não há opção para exportar uma VM já pronta, por sorte, há suporte para importação de appliances (VMs prontas) em diversos formatos como OVF e OVA.

No quesito "redes e compartilhamentos", o desempenho também é baixo, mas nada que atrapalhe muito. Os compartilhamentos entre host e guest são fáceis de configurar e ficam disponíveis de imediato.


Configurações de redes muito limitadas.

Uma observação interessante: o tamanho do download do VMware Player é quase o dobro e o tempo de instalação é mais demorado que no VirtualBox, o que é estranho, já que este último conta com muito mais recursos. Mas acho que isso não quer dizer muita coisa...

Conclusão: claramente o VMware player tem foco nos usuários finais que não precisam de muitos recursos ou alto desenpenho, apenas de compatibilidade em suas VMs. Um uso interessante seria para rodar aplicações legadas em empresas, já que ele é gratuito, inclusive para usos comerciais, mas no laboratório, minha indicação ainda fica para o Oracle VirtualBox, pelo menos até segunda ordem.

Quem sabe, voltaremos a falar do VMware Player, com dicas e macetes para a plataforma. Enquanto isso, comente!

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1 comentários neste post

Comentário de
Anônimo Em 26 de maio de 2011 16:44.

Virtualbox, na versão 4, mudou a licença para GPL2. Oque significa que o software pode ser utilizado de qualquer maneira portanto, é livre.

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