10 de janeiro de 2011

Trabalhando com virtualização de hardware

O conceito de "virtualização de hardware" já existe a bastante tempo, mas vem ganhando força nos últimos anos devido à pretensa necessidade das instituições em cortar custos envolvendo as áreas de infraestrutura de redes de computadores e se baseia no poder de processamento dos computadores modernos, sejam os modelos desktop, acessíveis ao usuário final, sejam os servidores corporativos que atendem a redes de qualquer porte e até mesmo de notebooks e outros portáteis.

O que se pretende é aproveitar a ociosidade do hardware, a parte física dos computadores atuais e, ao invés de executar apenas um sistema operacional e sobre ele as aplicações, poderá se executar diversos sistemas operacionais, cada um com suas aplicações, mas usando apenas um computador.

Isso é possível com o uso se "softwares de virtualização" que emulam (simulam) o hardware de um computador "dentro" de outro, dando assim suporte para que outro sistema operacional seja instalado neste computador "simulado". Existem ainda outros modos de virtualização onde o mesmo hardware "real" pode ser compartilhado entre vários sistemas e seus aplicativos.

"Interessante notar que, no nível das redes e principalmente de aplicativos, esses computadores virtuais são reconhecidos como computadores reais e independentes, mesmo compartilhando o mesmo hardware fundamental."


Vários PCs em um só.

Se analisarmos o parque informatizado da maioria das empresas, veremos que a maioria das redes de computadores é focada em aplicativos e não nos sistemas operacionais e muito menos nos hardwares disponíveis, ou seja, as empresas precisam de programas produtivos, independente dos computadores ou sistemas sobre os quais esses programas funcionam. Isso faz com que a maioria dos computadores seja superdimensionada e consecutivamente subutilizada, resultando em custos diretos como a aquisição e manutenção do sistema e indiretos como o consumo de energia.

As diversas tecnologias que permitem a virtualização de hardware são viáveis e estão disponíveis aos usuários, mesmo aos de computadores comuns.

O grande "gargalo" que impede a aplicação em massa da virtualização de hardware, com melhor aproveitamento dos computadores e consequente redução de custos em todos os âmbitos das redes corporativas está na escassez de mão de obra especializada e na falta de conhecimento ou de entendimento por parte dos profissionais, técnicos, engenheiros e projetistas.

Mas acredito piamente que em alguns anos a tecnologia se tornará ponto comum, mesmo porque grandes empresas como as pioneiras VMware e Citrix e "novatas" como IBM, Microsoft, Sun e HP entre dezenas de outras, vem investindo maciçamente em tecnologias de virtualização de hardware.

Cabe então aos profissionais "antenados" com as tendências de mercado, tornarem-se pioneiros na aplicação das tecnologias de virtualização de hardware.

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Este texto foi extraído e adaptado de um trabalho que escrevi recentemente para a faculdade que frequento que, por sua vez, foi baseado em minhas experiências práticas e profissionais com virtualização.


Esta é uma edição revisada, ampliada e atualizada. A versão anterior não está mais disponível na Internet.

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