31 de dezembro de 2010

NAS de muito baixo custo

NAS de muito baixo custoNAS significa Network-Attached Storage, algo como Armazenamento Conectado à Rede, um componente da rede que faz o armazenamento de arquivos. Normalmente a tarefa é executada por um computador que contém vários HDs que são usados para armazenar as coisas da rede ou por um dispositivo dedicado e muito caro!

Até pouco tempo este era um recurso usado apenas em corporações e atendiam redes de porte considerável com muitos usuários ao mesmo tempo, até porque o custo da maioria das soluções NAS é bem alto. Mas com a popularização contínua das redes e o barateamento dos hardwares, o NAS começou a ser comum em pequenas redes e escritórios também. Este empurrão teve ajuda considerável dos baratíssimos HDs externos e flash drives.

A pouco tempo surgiu um outro nicho, as aplicações residenciais. Aos poucos o PC e outros equipamentos informáticos começam a fazer parte comum em nosso entretenimento, ainda mais com o crescimento contínuo da violência gratuita nas grandes e até pequenas cidades, as pessoas estão investindo da distração em casa com videogames de última geração, home theaters, media PCs, TV por assinatura e por aí vai.
Até a Microsoft, criticada por chegar sempre atrasada, tem uma versão Home Server de sistema operacional. Isso mesmo! Um Windows Server para uso residencial, voltado para multimídia e entretenimento.
Imagine poder acessar sua biblioteca de músicas, vídeos, fotos, e-books e outros arquivos de qualquer lugar da casa, mesmo que o PC “principal” esteja desligado? Acessar de qualquer dispositivo que tenha WiFi ou uma conexão de rede e até mesmo de fora da rede? Sim! É possível acessar sua biblioteca de mídia da Internet, bastando algum investimento adicional como uma conexão banda larga… É neste contexto que o NAS tem sua aplicação.

Apesar de evitar atender clientes domésticos ultimamente, faz alguns meses que eu me propus a “informatizar” a residência de um cliente, interligando as diversas bugigangas que ele tem em casa. À princípio ele queria apenas uma rede mista, com uma parte cabeada e outra wireless, mas conforme as coisas foram dando certo ele foi se empolgando, foi quando o NAS entrou em ação.

O problema inicial foi o custo da solução encontrada por ele: as mais simples que encontramos no Brasil não saem por menos que 700 reais, sem incluir as mídias de armazenamento. Então uma pesquisa mais profunda no oráculo (www.google.com.br) me levou ao templo (www.delaextreme.com) dos viciados em bugigangas “made in China”, de quem já sou cliente faz tempo. Foi onde encontrei diversos modelos baratíssimos, inclusive um aparelhinho que permite interligar dispositivos USB à rede e até compartilhá-los com a Internet. Preço? 80 reais sem impostos.

Trata-se de um servidor FreeNAS/SAMBA com um pequeno processador ARM rodando uma versão customizada e minimalista de Linux. Todo o gerenciamento é via rede/navegador, como acontece com roteadores, modems e dispositivos WiFi mais comuns, o que o torna bastante familiar para o técnico que já lhe dá com este tipo de equipamento.

O NS-K330 não é nada profissional. Ele foi feito para uso em pequenas redes, onde precisamos de uma solução simples, prática e rápida, sem necessidade de grandes transferências de dados e dezenas de usuários conectados simultaneamente. A flexibilidade de usar sistemas USB que podem ser facilmente substituídos é o ponto forte do sistema que tem como ponto fraco, a falta de recursos como cache, quotas de disco e segurança, disponíveis em sistemas de maior porte e preço.


Diagrama simplificado da rede com o gadget indicado.

Apesar de não ter marca, da origem chinesa e do baixo preço ele é pequeno e bem construído com um acabamento de textura emborrachada e pode operar na vertical ou horizontal. A pequena fonte de alimentação não passa muita confiança, apensar de estar funcionando 24/7 sem resmungar a uns três meses. O manual é tenebroso, com traduções do chinês para o inglês no estilo Google Translator, mas o técnico que tem alguma intimidade com redes e interfaces web não terá nenhum problema.

Existem duas portas USB, mas é possível ligar mais dispositivos usando um HUB USB comum. Assim, podemos ligar um case de HD externo, desses comuns no mercado, com um HD de tamanho considerável – suporta até 500 GiB, e ainda sobram portas para ligar um flash drive ou uma impressora que também será compartilhada na rede. Alias, o uso de um HUB USB com fonte de alimentação independente é recomendado se você pretende usar HDs externos portáteis, do tipo que não precisa de fonte de alimentação.

Pela interface é possível formatar as mídias, configurar os compartilhamentos, definir usuários, senhas e permissões de acesso, além de configurar o acesso via Internet, usando o site Change IP (www.changeip.com) via FTP.


Interface de configuração do NAS.

Cheguei a testar também uma impressora HP Deskjet 3500 que funcionou perfeitamente no Windows. Além disso o Windows Media Center reconheceu o sistema de compartilhamento de mídia de imediato, indexando tudo que estava lá.

O NS-K330 permite ainda fazer downloads diretamente da Internet, sem a necessidade de um PC, usando o protocolo BitTorrent. Não fiz grandes testes com este recurso, mas ele foi razoável ao baixar um pequeno arquivo.

A solução está “rolando” no cliente faz pelo menos três meses. O objetivo era manter “as crianças” dentro de casa, e deu tão certo que ele me apresentou a dois amigos que também querem dar um ar ainda mais "modernoso" a seus lares…

Além dos NS-K330 que testei, existem outras soluções similares, inclusive alguns reais mais baratas. Fica aí a dica para quem quer implementar soluções caseiras sem investir o dinheiro de uma corporação!

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Esta é uma edição revisada, ampliada e atualizada. A versão anterior não está mais disponível na Internet.

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