16 de novembro de 2010

Hospedagem gratuita na web: caminhos e percursos

O blog Live Spaces da Microsoft anunciou que irá migrar para o Wordpress em inícios de 2011. Isso vem mostrar que a Microsoft está "se abrindo para o mundo" ao fazer parcerias com a concorrência que está dando certo, em vez de criar um mundo à sua volta, como sempre fez, quando Bill Gates estava à frente da empresa. Era um bom serviço, mas fechado para o mundo.

O mercado de hospedagem gratuita mudou também, desde o início da internet comercial: naquela época a grande febre era hospedagem de sites gratuita. Em seguida foi o acesso (discado) gratuito. Hospedar sites e estar conectado sem colocar a mão no bolso era algo tão palpável como ir a um posto de saúde. Mas havia o preço: a vizihança do seu site gratuito não era das melhores. Afinal, sites "de conteúdo adulto" sempre foram muito acessados, daí se alguém digitasse o endereço de seu site gratuito com uma letra trocada e depois aparecessem fotos de seres humanos muito a vontade, era um ônus a se pagar pela gratuidade...

Hoje a maioria dos sites de hospedagem gratuita hoje virou blog, o que facilita a vida para quem oferece esse tipo de espaço (arquivos e códigos permitidos são restringidos, entre outros quesitos). Por outro lado, quem tem conteúdo que precisa ser publicado na web "de grátis" perdeu a flexibilidade de publicar seu próprios layouts - agora tudo tem de se encaixar no formato dos blogs. É isso ou instalar um CMS/gerenciador de conteúdo em seu próprio site - mas aí não estamos falando de hospedagem gratuita.

Ok, alguns poucos blogs gratuitos permitem que se edite o layout através de linhas de código sem cobrar por isso, (como é o caso do Blogger do Google); outros oferecem ferramentas visuais para editar o layout do blog, dentro de alguns modelos pré-definidos, como o Wix.

Infelizmente a maioria das hospedagens gratuitas está tendo de adotar políticas de exclusão de contas se o espaço não for acessado mesalmente (já que o serviço se paga por publicidade, que por sua vez vive de visitações/acessos); mas o  pior é que espaços "tradicionais", confiáveis e de hospedagem de conteúdo livre/aberto como o Yahoo Geocities e o VilaBol... já eram ou mudaram radicalmente. O primeiro fechou suas portas e o segundo, aparentemente mudou suas políticas só existe no nome. Fui usar outro dia e minhas páginas não apareceram só aparecem dentro dos critérios do próprio site (critérios que cito nos comentários ao final deste texto).

O mercado hoje está inundado de serviços que hospedagem gratuita em que o cadastro está limitado a número "x"  de usuários (ou seja, abrem e fecham cadastro de usuários no mesmo dia, tamanha a procura); que oferecem serviços que não funcionam ou simplesmente oferecem gato por lebre: em vez de hospedar sites, na verdade oferecerem espaço para criar seu blog ou permitem que você hospede seu texto em HTML (edição só por modo texto!); mas as imagens e demais conteúdos... você que hospede em outro endereço.

O mercado de hospedagem de sites está tão ruim, que por um lado que abre possibilidades para quem quiser investir em serviços simples, porém honestos. Uma hospedagem gratuita que permita o envio de arquivos de textos e imagem,  exibindo propaganda em troca já seria o paraíso; se o layout for flexível ao gosto do cadastrado, o nirvana.

Enfim, acredito que esse mercado irá ressurgir das cinzas, provavelmente através das redes sociais que estão se agragando a todos os espaços e mídias, e onde o Facebook parece ser o melhor exemplo de rede + mídias sociais. Será que o FaceBook irá oferecer serviço de hospedagem gratuita? Talvez comece com um blog...

1 comentários neste post

As hospedagens gratuitas estão mudando pois o mau uso desse espaço deixa margem a utilização da hospedagem para SPAM, PHISING e outras práticas criminosas, obrigando os hospedeiros gratuitos a criar políticas do tipo proibir nomes de arquivos longos, uso de I/FRAMES, páginas de redirecionamento (mesmo dentro do próprio site), entre outros quesitos. Eu imagino que as hospedagens pagas adotem essas políticas em breve, visto que estão sendo utilizadas para ações ilegais semelhantes (phising, SPAM).

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