9 de setembro de 2010

Reflexões 14

Fiz uma prova para concurso público, que, por sua natureza difere da iniciativa privada para fazer contratações.

No setor público o critério de admissão teoricamente tem de ser impessoal para que não se faça do dinheiro público uma ação entre amigos, onde apenas parentes dos que chegaram antes sejam empregados, sem compromisso de trabalhar, de fato.

A própria prova que fiz seguia todo um ritual: objetos eletrônicos e de metal tinham de ser lacrados num envelope plástico; a caneta tinha de ser transparente; se fosse ao banheiro eu deveria passar por detector de metais; a assinatura da prova tinha de ser feita diante do fiscal, etc... Tudo para assegurar a integridade do processo.

Na área privada, o currículo conta, claro, mas quem indicou conta igualmente. Quando não há indicação, há a fase de experiência, para saber se o contratado possui boa índole, simpatia ao lidar com as pessoas, além do conhecimento da função. E muitas vezes, se a mão de obra qualificada não existe, é treinada no local pela empresa.

Na área pública esses quesitos "privados" de indicação ou conhecimento prévio do cnadidato não devem existir, a priori. Ou seja, se o candidato preenche o quesito de conhecimento técnico (teórico e prático) e não faz nada que o desabone em relação ao trabalho, tudo bem. Deve ser por isso que há tantas pessoas desajustadas socialmente no serviço público - o sistema público trata os funcionários como robôs que produzem, sem valiar o caráter, personalidade ou modo de se comportar.

Na verdade a culpa do estado de coisas públicas não é das pessoas e sim do sistema - mudando o critério mesmo pessoas pouco ajustadas socialmente iriam se enquadrar em parâmetros desejáveis ou aceitáveis ao cargo.

No dia em que o critério de contratação no serviço público for "além da prova", o serviço público não será tão estigmatizado como infelizmente é hoje.

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Estava lendo um livreto do banco que era cliente e, entre outras informações, estava um pequeno guia de como a conta corrente funciona, para o correntista evitar o acúmulo dívidas indesejadas.

Mais uma vez sou obrigado a ver essas iniciativas como ações "para inglês ver", pois se esse discurso fosse pragmático (e não apenas retórico) a conta corrente do cliente endividado seria como um air bag em caso de acidente: seria disparado um bloqueio automático quando o cliente atingisse determinado patamar de endividamento, a não ser que o cliente manifestasse por escrito que deseja movimentar sua conta, mesmo com dívidas (se é que isso é possível ou desejável).

Se os bancos desejassem de fato ter mais clientes que devedores deveriam congelar o valor da dívida ao atingir determinado patamar razoável (baseado em percentual de sua dívida, p.ex..), dando oportunidade de que a dívida fosse paga quando o cliente voltasse a se equilibrar financeiramente. Até porque,até onde sei, conta corrente não pode ser encerrada com dívidas, nem que seja para amortizar o débito.

Isso seria bom negócio para todos: o cliente deixaria de ser inadimplente, voltaria a dar lucro ao banco e a comprar a crédito, movimentando a roda da economia novamente.

Mas a lógica financeira diz que é melhor ter dívidas altas que nunca serão pagas do que facilitar a vida das pessoas que por alguma razão, se endividaram além da conta.

Por isso olho com desconfiança aquele livreto sobre como "funciona a conta corrente". Educação/informação sobre como o sistema bancário funciona é atitude louvável (educação financeira deveria constar do currículo escolar); porém, mais importante são ações efetivas que garantam a saúde financeira das instituições e clientes. O "airbag" bancário que citei evitaria diversos acidentes financeiros que não trazem lucros para ninguém...

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Há previsão de que em 10 anos 2/3 da população brasileira seja de obesos. Esse tipo de problema é típico de uma sociedade baeada no consumo: assim como se criou a indústria do "engorde" existe a indústria do emagrecimento; com os cigarros é a mesma coisa: assim como existe a indústria pró-tabagismo, já existe uma indústria anti-tabagismo.

Ou seja:, o bem ou o mal está a venda para quem quiser, a vista ou a prazo.

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Na última vez que instalei o Nero Express 9 ele ou não gravava a mídia ou, se gravasse eu não conseguia ler depois.

Instalei a última versão "gratuita" do Nero. Esta versão só grava novos arquivos em mídia (CD, DVD) se você apagar todos os arquivos que porventura existam, antes. Não que o Nero não pedisse para fazer isso também na versão paga - se você gravasse uma mídia num programa que não fosse o Nero essa exigência era por conta de incompatibiliade de formatos de gravação. Agora, mesmo gravando mídia com o Nero ele solicita que apague tudo para continuar gravando... com o próprio Nero.

Nunca mais instalo esse programa.

Para não me taxaram de precnceituoso, adiciono na lista o Norton Anti-Vírus. 50% das vezes que me chamavam para ver "o que há de errado" com algum micro, era só desligar o Norton que tudo voltava ao normal.

Esse foi provavelmente o primeiro programa que abandonei, só pra citar um bloatware ou "software inchado" por excesso de recursos.
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1 comentários neste post

Você abandonou o nero muito tarde, no ambiente windows o cd burner xp, dá banho no nero desde a versão 6 do nero. Se considerarmos ambiente linux, ele nem sequer chega aos pés do k3b, do braseiro,ou de qualquer programa pra gravar cd/dvds presentes em qualquer distro linux, incluindo linha de comando.

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