3 de janeiro de 2010

Reflexões 11

A geração mais nova tem uma vantagem sobre a geração que a precedeu: maior informação sobre o mundo, mais tecnologias disponíveis… O outro lado da moeda também existe: a quantidade de alunos jovens com défict da atenção aumenta a cada dia. Tenho certeza absoluta que o excesso de navegação na internet é a grande culpada: a velocidade desta mídia gera impaciência com qualquer coisa que não se resolva em dois cliques e menos de cinco segundos.

Junte-se a isso a um tipo de “sociabilidade virtual” e temos uma geração hedonista, com déficit de atenção e problemas de relacionamento interpessoal. Não que a internet tenha criado esses problemas; como diria quaer médico, o que difere o remédio do veneno é a quantidade.


Um grande banco que passou por processo de fusão (3 grandes bancos se fundiram recentemente, não corro o risco de ser processado) é campeão de ações de indenização na justiça comum. O motivo? Todo processo de fusão gera demissões, e os cargos que permanecem acabam gerando mais trabalho para menas pessoas. Mais trabalho, maior cobrança, maior número de erros e ações para encobrir esses erros. Mas nem sempre ações corretas: tenho um parente que foi debitado indevidamente na conta corrente por este grande banco e entrou na justiça. Processo julgado a favor de meu parente, mas a data de julgamento final nunca chega (o banco com certeza conseguiu influenciar o postergamento dessa data indefinidamente).

Não satisfeitos, ligam para meu parente diariamente (sempre no mesmo horário), e como possuem os dados pessoais (o CPF dele infelizmente consta no processo) ligam para empresas de luz, gás e telefone cancelando ou contratando serviços em nome de meu parente. Ou seja: querem desestabilizar emocionalmente a vítima na esperança de ganhar o processo.

Deveria haver um serviço eficiente de proteção às vítimas de instituições financeiras assim como existe um serviço de proteção à testemunha criminal. Nós cidadãos ficamos à mercê das instituições financeiras do mesmo modo que as comunidades carentes em relação ao tráfico de drogas.


Não que seja contra às intituições financeiras: elas existem para que nossas relações com o dinheiro não sejam um faroeste caboclo – pegar um empréstimo através de uma financeira não precisa terminar em morte para o devedor, como ocorre com emprétimo feito com agiotas. Nesse sentido, o governo cumpre o seu papel regulando a ação dessas instituições. O problema existe quando a ação delas se estende além do financeiro e nos atinge no social, como no caso que citei – um exemplo dentre milhares.

Novas leis devem ser criadas para restringir a ação do finaceiro à esfera do financeiro, preservando a vida das pessoas.


Uma reportagem da Band News citou o número de casos de suicídio de funcionários na montadora Renaut por estresse no trabalho, e as ações indenizatórias movidas por parentes dos suicidas. É fácil entender esse estado de coisas nma empresa onde a oficina mecânica tem piso espelhado (!).

No Japão e China devido a cultura local esse tipo de pressão social é conhecida, no EUA existe algo semelhante (os serial killers que saem matando pessoas nas lanchonetes do McDonalds não existem à toa) e isso vem apenas mostrar uma das faces perversas do capitalismo, ou dos sistemas políticos/sociais/econômicos que focam os resultados e não as pessoas.

Uma vez ví o (ex?) cantor de pagode Netinho apresentando seu programa dominical, explicando que o câmera não pôde ir fazer o programa pois estava acamado (sofreu um acidente ouestava doente). Todos – expectador e equipe – entenderam o problema e se mobilzaram para fazer o programa da melhor maneira.

O mundo seria melhor se atitudes como esa fossem seguidas na maioria das empresas.


Blade Runner já chegou. Ví na TV um robô criado por um japonês que responde às nossas perguntas com expressões e gestos, como faria um ser humano. A aparência é de um boneco, a voz de alto-falente de carro, mas esses detalhes cosméticos serão superados em breve, tal qual o filme de Ridley Scott.

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