7 de setembro de 2009

Como comprar produto falso

Pirataria é crimeRecentemente o Paulo Guilerme postou no fórum sua experiência nada agradável em ter comprado um pen drive falso, aproveitando para dar dicas de como não ser mais enganado na compra daquele dispositivo.

O fator para o qual ele nos chamou a atenção foi a popularidade do produto, o que cria o interesse da clandestinidade em ganhar dinheiro de forma ilícita de quem não está preparado.

Hoje é mais fácil ver por aí produtos de qualidade totalmente duvidosa tentando se passar por um "similar" de marca famosa do que o próprio produto original. Vide o iPod! E apesar das poucas ações governamentais para coibir esse comércio, os produtos estão aí, cada vez mais presentes na nossa vida e por nossa própria culpa, porque na hora de consumir somos ansiosos por natureza e não pesquisamos ou consultamos alguém experiente para fazer uma boa compra.

Compramos seguindo "Lei de Gerson", onde comprar o mais barato é se dar bem. É aí que nos "estrepamos". E para ilustrar, vamos a dois exemplos práticos para complementar o post do Paulo.

A tecnologia box

O primeiro é em relação às memórias RAM, principalmente DDR2 e DDR3:

Um belo dia, algum "técnico sem noção" leu vagamente em algum lugar do Orkut que um novo tipo de memória RAM chamada de "memória box" era melhor do que memória comum, a problemática "memória OEM". Mesmo sem saber qual é a diferença entre elas, nosso técnico foi em um boteco e pediu a tal memória, foi quando descobriu que, aparentemente, as únicas diferenças entre a "box" e a "OEM" é que a "box" vinha em uma caixinha de plástico lacrada e com a marca do fabricante estampada. Também ficou sabendo que ela era bem mais cara. Opa! Na informática a regra é "- Se é mais caro é porque é melhor", "pensou" nosso técnico. Oh!
Memória box Kingston
Um módulo de memória Kingston "box".
Desde então, fixou-se no mercado a idéia de que as memórias vendidas nas caixinhas são do tipo "box", portanto de melhor qualidade, já que a somente os melhores fabricantes tem capacidade técnica para produzir memórias com a nova "tecnologia box".

Realmente, por um bom tempo, somente fabricantes reconhecidos como Kingston, OCZ, Corsair e Patriot vendiam módulos de memória com a caríssima "tecnologia box".

A primeira onda de falsificação começou com os próprios revendedores. Eles sabiam que nós, consumidores estávamos dispostos a pagar bem mais caro pelas memórias "box". Eles, espertos, também perceberam que aparentemente a única diferença entre as "box" e as "OEM" era a caixinha de plástico...
Memória box genérica
O queseria isso? Um box genérico?
Alguns sacanas passaram então a pegar as caixinhas que sobravam da montagem de micros ou das peças devolvidas com defeito e colocar dentro uma memória "OEM" (que não tem a "tecnologia box"), mas os consumidores não precisavam saber, afinal você só se torna "corno" depois do flagrante!

Um belo dia a fama das memórias "box" ganhou as manchetes dos principais fóruns e revistas especializadas e fora do Orkut também, aí todo mundo só queria comprar memórias "box" e os vendedores "sacanas" não tinham mais demanda de caixinhas vazias o suficiente.

Para evitar uma queda no mercado, a maioria dos fabricantes de "(re)nome desconhecido" começou a fornecer, diretamente "made in China" suas memórias de qualidade duvidosa em caixinhas de plástico também de qualidade duvidosa para enganar o povo, afinal a "tecnologia box" só está disponível em caixinhas! E é importante informar que as caixinhas são totalmente recicláveis. Nunca se joga fora uma caixinha de "box", se você pode colocar dentro uma nova memória "OEM" e vendê-la como "box".

Criou-se até um promissor mercado em cima das caixinhas. Hoje é possível comprar caixinhas plásticas de diversos tipos em lojas online.

Tá bom! Se você não entendeu a piada, "box" significa "caixa". Na verdade "on box" ou ainda "in a box" que quer dizer "na caixa" ou "em uma caixa". "Pelamordedeus" né?
Memória genérica (acima) e memória de marca
Memória genérica (acima) e memória de marca.

Fontes reais e sobrenaturais

Vamos ao segundo exemplo, à segunda onda do momento que são as fontes reais?

Todo técnico que se preze sabe que a fonte serve para ligar o PC na tomada e pronto. Até então, a idéia que se tinha é de que bastava comprar qualquer fonte que o PC funcionaria. Entenda por "qualquer", a mais barata.

Só que, em alguns PCs os técnicos começaram a instalar placas de vídeo com uma nova tecnologia chamada "offboard" que, por se tratar de uma nova tecnologia eram super caras. Elas serviam para melhorar o desempenho do PC enquanto se acessava o Orkut, MSN e principalmente para jogar CS! " - Cara! CS arrebenta quando roda em um PC com placa offboard.".

Fonte sobrenatural
Fonte sobrenatural?
Alguns clientes pagavam pequenas fortunas para ver CS rodando em seus PCs com essa novas "placas off", mas elas davam muita dor de cabeça para os técnicos porque as fontes destes mesmos PCs sempre queimavam. Era um aborrecimento! Todo mês, no finalzinho da garantia o cliente voltava com o PC na loja com a fonte queimada.

Então, para resolver o problema nosso técnico fez uma pesquisa no "oráculo", o Google e leu em um dos resultados da pesquisa algo sobre "fonte real".

Matamos a charada! O problema é esse! As fontes que estamos usando são fictícias, irreais. São fontes para usar em máquinas virtuais! Entendeu? Reais... Virtuais... Não? Bem...

Criou-se então uma cultura totalmente desinformada ao redor das fontes "reais" e das... Ummm... Irreais? Tá bom! "Genéricas".

Mais uma vez, a onda se somou a criatividade dos vendedores "sacanas" que passaram a vender fontes "genéricas" com uma etiqueta escrito "real", afinal, aparentemente a única diferença entre ambas é a palavra "real".

Simples: na hora em que vamos comprar uma fonte e pedimos uma "real" ele pega a primeira que tiver pela frente e nos mostra, já a visando: " - Real é mais cara heim!".

Aí alguns técnicos descobriram em um famoso fórum que as fontes reais são mais pesadas, afinal, são reais. Os vendedores e fabricantes passaram então a acrescentar "peso" de chumbo e lata às fontes "genéricas", mais uma vez para que elas "se parecessem" com as fontes "reais" e, portanto fossem mais caras.
WiFi USB falso
WiFi USB falso.
Mas, se pensarmos bem, todas não são "reais"? Bem...

Estraguei a piada né? Mas a conclusão é que os piratas, os falsificados, os produtos de qualidade duvidosa que são vendidos como "oficiais", só existem porque somos desinformados e lá no fundo gostamos de ser enganados. É da natureza humana! Que corno gostaria de saber que é corno? Se não sei eu não sou, não é mesmo?

E assim vamos levando nossa vidinha a lá "Lei de Gerson" e esquecendo uma das leis fundamentais da natureza, a "Lei de Murphy": "Se uma coisa pode dar errado, vai da errado!"

" - Mas Luferat! E as dicas para não cair nessas falcatruas?"

Ummmm! Isso já fica para outros posts...

1 comentários neste post

Comentário de
Anônimo Em 13 de fevereiro de 2013 02:57.

eu nao sou de ficar comentando nada na net mas
Muito loko este comentario heim!!!
Valew

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