25 de março de 2007

Ventoinhas, tubarões e Counter Strike

Pessoalmente, odeio Carnaval e nesse "feriado nacional de uma semana" aproveitei pra investir em projetos pessoais, pelo menos enquanto o calor deixar. Na tarde, principalmente, é impossível se concentrar na frente do computador enquanto rola uns 38 graus à sombra! Na falta do ar-condicionado, a saída é ventoinha na cara e TV a cabo nos miolos.

E que porcaria é a nossa TV! Só repeteco de enlatado americano velho e BBBBBB com aquele monte de jovens inúteis, sem fazer nada o dia todo, expondo os traseiros ao sol das 3:00 da tarde ou dormindo em edredom em pleno verão. E pensar que, quem paga a conta de luz desses inúteis somos nós (ou você) que ficamos assistindo no maior calor... Bom, pelo menos eu não perco meu tempo com essa gente...

Minha única diversão na TV é ficar "zapeando" entre os canais de notícias e de documentários, foi quando achei uma casadinha interessante. Um dos canais falava sobre tubarões: peixes assassinos, ferozes, mau-humorados, cheios de dentes e que adoram comer carne humana, pelo menos é o que a nação BBBBBB pensaria! Na verdade o excelente documentário demonstrava que a maioria dos tubarões é arredia, discreta e odeia carne humana, inclusive os tubarões brancos, muitas vezes classificados como "matadores de gente". Também, com as porcarias que agente come!

Noutro canal, que curiosamente leva o nome da famosa REDE, uma reportagem tendenciosa falava sobre os jogos de computadores violentos e entrevistava auto-intitulados "especialistas" que diziam que as pessoas que jogam esses jogos podem praticar as mesmas violências, pois não saberiam diferenciar o real do virtual e recomendavam os pais a proibir que as crianças jogassem. A reportagem deve ser bem antiga (desatualizada) pois mostrava as imagens de baixa resolução de Counter Strike (Eca!).

Voltei para o documentário do "tuba", que já no finalzinho, deu algumas estatísticas interessantes:
  • Na praia há 1200 vezes mais chances de você morrer por causa de um coco caindo de um coqueiro na sua "mufa" do que ver mordido por um tubarão;
  • As chances de você morrer de tétano porque pisou em uma latinha de XCOLL que um porcalhão deixou à 3 metros da lixeira são 5000 vezes maiores do que você ser "tocado" por um tubarão ao nadar;
  • As possibilidades de você morrer no trânsito na volta para casa, com a cara cheia de XCOLL e o estômago cheio de mortadela, ultrapassam a casa das 10000 vezes em relação a você morrer por uma mordida de tubarão;
  • É até mais fácil você morrer engasgado com um biscoito "Traquinas" murcho do que "ver" um tubarão nadando próximo à praia.
Mas ninguém se preocupa com as latinhas assassinas, cocos ferozes ou biscoitos "matadores de gente", nem mesmo com o grande automóvel branco e cheio de dentes, porque esses "acidentes" não aparecem na grande "rede global", mas se um participante do BBBBBB for mordido por uma sardinha, a proprietária do "plim-plim" vai lançar uma campanha de extermínio às “perigosas” iscas marinhas, pelo menos até que se cire uma notícia de mais audiência.

Terminado o documentário dos peixes, passando pelas galinhas do edredom, voltei à reportagem do canal global na esperança de ver, no final da mesma, algumas estatísticas similares sobre os tais jogos de computador mortais, ou pelo menos uma retratação à cerca da violência contra os incompreendidos e quase extintos tubarões.

Fiquei só na expectativa...

Adoro jogos de computador “violentos”, mas nem por isso saio por aí matando repórteres tendenciosos, pseudo-especialistas que nunca jogaram Freecell ou participantes sarados, inúteis e tostados do BBBBBB.

Odiava Carnaval, calor e BBBBBB, e nem a TV à cabo me fez mudar de idéia. E agora, também odeio praia!

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